quinta-feira, novembro 30, 2006

O "sempre" da vida!

Existia uma estrada... e lá estava eu, a olhar para a paisagem. Nela, as pedrinhas se misturavam com a poeira da terra amarela. As árvores, que estavam à beira do caminho, semeavam sombra nos corações ressequidos pela sede do amor. Uma fonte de águas puras sussurrava pelos leitos pedregosos de uma correnteza infinda. Por ouví-la, adentrei em busca do alento.
Pássaros sobrevoavam minha cabeça... numa algazarra digna da felicidade de quem vive a liberdade de voar... voar pelos céus da vida, alcançando destinos sonhados. Seus piados e chilreares, de tão alegres, faziam-me sorrir. Sim. Estava vivenciando a natureza em sua forma mais pura. Os odores das plantas me faziam inalar, profundamente, em busca de um perfume que nenhuma química poderia imitar. Meus olhos percorriam cada cantinho, seguindo os movimentos leves das folhas , causados pela brisa, que as beijava a cada instante. As árvores estavam me acolhendo e pedindo que ali ficasse.
A estrada não era mais importante. O que eu mais queria, ali, naquele momento, era adormecer e não mais acordar... Porque a imensa sensação de descanso e paz me deixava relaxada e imersa no todo.
Um movimento brusco, nas folhagens mais baixas, chama a minha atenção. Olho discretamente...eu nada temeria naquele lugar... Meu sorriso se fez, logo, presente... Uma lebrinha, com seu pelo mestiço, olhava-me entre assustada e curiosa. Com um raminho de plantas em sua boca, não se movia... mas a degustação era mais importante que a minha presença.. movimentos suaves a fizeram digerir aqueles raminhos, que tanto buscara, com certeza. Seus olhinhos continuavam a me olhar... e tivemos uma conversa que somente a natureza entende. Os pássaros começaram a cantar cada vez mais.... a sombra refrescara meu calor pelo sol escaldante.Agradeci aos bichanos pela companhia e louvei à Deus pela criação.
Ali faltava alguém. Alguém que tivesse o mesmo amor pelo belo. Alguém que sentisse a natureza como parte de si. Sentei-me numa pedra e pude entender meu sentimento. O homem não nasceu para ser sozinho. Ele nasceu para "viver com"... e "viver para". A sociedade estabelecida pelos humanos, em nada tem parecência com a sociedade para a qual ele foi criado.
Eu ali estava, acompanhada pela natureza, acarinhada por ela. Mas tinha que cumprir minha missão. E encontrava mais um esclarecimento de qual seria meu próximo passo.
Descansada, fui à fonte e saciei minha sede. A água fria , ao bater em meu rosto, deu-me novas forças. Molhei meus cabelos, meus pulsos... e despedi-me daquela paisagem linda. Era hora de partir...
Levantei-me, calmamente... Meus amigos ainda estavam ali, a compartilhar comigo meus últimos instantes de descanso. Despedi-me com um sorriso e uma prece. E iniciei minha volta à estrada.Ela era necessária.
Eu precisava caminhar... mais... e mais... Até quando?
Para sempre... no sempre da vida.

by Miriam

terça-feira, novembro 14, 2006

A espiritualidade humana

Definitivamente, esta semana é a semana ímpar da minha vida. Já tinha falado nisto. Por incrível que pareça, as particularidades não param de acontecer.
Não sei se todos que me lêem tem a noção, ou acreditam, no que eu vou falar. Mas, quando JESUS começa a dar libertação, derramar graças, nada pode detê-Lo. A não ser a nossa falta de fé e a nossa negação em aceitá-Lo.
Pois, mais um dia ímpar - e que distinção de dia!
Hoje, fui chamada para assumir uma vaga em uma firma. Esta colocação veio numa época extremamente necessária. Esta graça me coloca na certeza de que os acontecimentos estão se sucedendo, com uma rapidez espantosa...
Pois... nada do que passamos é em vão. E o meu tempo no deserto estava nas mãos de Deus. Isto é... Meu tempo está nas mãos de Deus. Minha vida está nas mãos de Deus.
Como as particularidades aconteceram desta forma, vou ter que me reservar ao direito de falar que, por motivos antes não previstos, não posso mais garantir uma explicação existencial dos fatos diários vivenciados.
Glorifico a Deus esta razão. Glorifico a Deus por poder estar cancelando meu trato virtual.
Mas, hoje, vou analisar a espiritualidade humana. O ser humano caracteriza-se por uma onipotência sem par. Por ele tudo é feito, nele tudo está. Eu vou... Eu sou.. Eu faço. São palavras de "positivismo". Tudo posso desde que pense assim. Esquece-se ele que, de forma nenhuma, ele "tudo pode", se assim o pensar. Porque somos um sopro de vida.
- Estamos vivendo e, de repente, nada mais existe. Passou-se o nosso tempo.
É necessário ao homem, a humildade de saber-se imperfeito e saber-se dependente Daquele que o criou. Porque em Deus está a sustentação do Universo.
Porque é tão difícil nos darmos conta de que, sozinhos, nada somos? De que o sopro de Deus está em nós e por ELE somos comandados e guiados, desde que O aceitemos? Desde quando, oh homem, podes dizer que "amanhã irei a tal cidade" ( esta é uma passagem bíblica). Desde quando, oh homem, podes fazer planos e garantir a sua realização? Desde quando, oh homem, podes galgar montes, buscar poder e justiça se não te for dada do Alto?
Se não te for permitida, por alguma razão incomprensível para os nossos olhos.
Nosso entendimento do Superior é falho. Porque imperfeitos somos.
Então, busquemos ser humildes. Vamos distribuir amor e caridade. Vamos esquecer que fomos feridos pelo mundo. Vamos tentar melhorar o que vemos errado. E não atirar pedras... porque, assim, estaremos usando a arma que tanto criticamos.
No Blog de uma outra amiga, muita agressão. Agressão aos projetos de ajuda humanitária. Agressão à sua capacidade imensa. Agressão à sua pessoa. No Blog daquele amigo, agressão. Agressão pura e simples... porque voltada para uma imagem de pedra e para a interpretação de uma profissional capacitada. Na vida, agressão. Na política, agressão. Nas comunidades, agressão. Na famíla, agressão. Nos amores, nas amizades, agressão.
Até quando, oh homem, irás tratar o ambiente, que recebeste de presente, com agressão?
Teus atos tem volta. Nenhuma ação fica sem reação.
Aos que tratam o mundo com amor, deixo meus abraços, beijos e minhas orações.
Aos que tratam o mundo com agressão, deixo meu lamento... e minhas orações.

by Miriam, em mais um dia ímpar.

A reflexão de hoje.


Bem que, pelo horário que estou a escrever, vê-se a que horas parei de trabalhar. São 00:20 horas do dia 14 de novembro. Minha nossa! Estou cansadíssima, com dor de cabeça de tanto fixar os olhos nas imagens a serem trabalhadas. Mas... falei que tentaría analisar cada dia, com uma visão existencialista.
Hoje, novamente, meu dia foi ímpar. Percebi-me tendo que fazer esforço, em virtude da idade. Iniciei minhas caminhadas. Há muito tempo falava que começaria. Mas sempre aqui, a estudar e trabalhar. E a esquecer que nem só de trabalho e estudo vivemos.
Hoje eu descobri que havia esquecido de mim. Havia esquecido que tenho que "ser", tenho que "viver". E que, para isto, preciso gostar de mim e me aceitar como imperfeita e sujeita às intempéries da idade.
Mas... vamos olhar ao redor. Quem pensa em "ser"? Quem pensa em vivenciar a vida como emoção? Como um caminho que, sem volta, não permite que vacilemos e que esqueçamos de "sentir" mais do que "adquirir"? (Seja o que for... conhecimentos, poder, fama, dinheiro...)
Normalmente, este assunto ultrapassa o limite da nossa paciência. É um assunto corriqueiro. Todos falam. Lemos em qualquer canto. Há filosofias, das mais variadas, a serem distribuidas em arquivos "pps", em mensagens de e-mails , revistas, "Cursos de pensamentos positivos", Cursos de Conhecimento Interior" - e outras balelas a mais, que nem caberiam aqui.
Pois... eu voltei ao assunto. Há que se explicar o porquê. Lá vamos, então. O ser humano está doente. Está cego e não consegue ver que tem que se amar. Mas não pelas revistas de moda e pelo corte de cabelo atual. Tem que se amar porque é participante da natureza divina. Porque seu caminho tem um foco, que não o poder, o reconhecimento público, nem o locupletamento com benesses materiais.
A consequência está aí: danosa! Mundo em desafino; natureza querendo virar quadro - "Natureza Morta"; Eu, esquecendo que os anos se foram e que eu tenho que me cuidar; Você, talvez, em algum ponto se esquecendo que, hoje, alguém o olhou e você não teve tempo para conversar; Ou não teve tempo para deixar um comentário aqui, dizendo:
-Fala outro assunto, Miriam. Neste não existe mais novidades.
E porque me dei de conta disto, também, despeço-me. Pode ser que no post que irei deixar à noite do dia 14-11, eu tenha mais criatividade.

opss! by Miriam, sem criatividade- Deve ser o cansaço!

domingo, novembro 12, 2006

Um momento ímpar!

Devo admitir. Estou vivenciando um momento impar em minha vida. Não, exatamente, como momento no qual tudo está bem, somente sorrisos e festas. Talvez um pouco de cada coisa. Mas, sem dúvida, a cada dia, uma surpresa. A cada dia, um novo fato e uma nova constatação.
Momentos assim são raros. Porque as coisas tendem a andar de uma forma natural... e não é o que está acontecendo, atualmente.
Baseada nestes fatos, proponho-me um desafio, o qual tentarei cumprir diariamente: - Fazer um resumo das surpresas e dos acontecimentos. Não como descrição de fatos. Mas, sim, como uma análise vivencial e comportamental, relacionada com o todo.
O todo me faz pensar sobre as atitudes do ser humano. Tão ambíguas, tão sem um ponto definido... que chegam às raias da agressão. Mas não uma agressão cujo alvo seja conhecido. Há, no ser humano, que sente-se agredido pelo mundo externo - em sua mais ampla visão - uma agressão dirigida, também, ao todo.
É o caso que vi num dos mais antigos Blogs que visito. Agressão pura e simples. Agressão aos visitantes, aos comentários, e aos próprios posts do autor.
A falta de cultura não é, exclusivamente, a causa de tantas anomalias do homem. O que faz com que um ser humano use de agressão é a percepção de que está sendo agredido... é o próprio mundo que o rodeia e que vemos, dia a dia, denegrir com a nossa auto-imagem. Em cada canto do nosso mundinho pequeno e insano, a tecnologia proporciona falsas liberdades, colocando o hedonismo como a melhor filosofia de vida e a que mais devemos seguir. E se este alvo não é atingido, vamos, então, a procura de onde descarregar nossas frustrações, percorrendo, através da própria tecnologia, caminhos que nos levem à completa realização hedonística momentânea... Ou seja: "Senti-me agredido porque, hoje, não tive nenhum prazer? Vou, então, à luta... Vou mostrar para o mundo que ele está a me incomodar, a me agredir"...
Se não existissem pessoas em um patamar superior, se não existissem pessoas que renegam a filosofia mundana e vulgar, muitos locais virariam campos de batalha, em reação multifacetada de personalidades doentias.
Mas... estou vendo que ainda temos um consolo e uma salvação. Existem, sim, poucas mas, sem dúvida nenhuma, cruciais reações de personalidades coerentes e cultas, que nos dão um certo alento e esperança de um futuro melhor. E se não "um futuro melhor", pelo menos, "um cantinho melhor"!

by Miriam, numa primeira etapa do desafio.

segunda-feira, novembro 06, 2006

O brilho das estrelas




Um dia, estava olhando as estrelas, como se estivesse com elas conversando quando, de repente, ouvi uma pergunta:


- Você sabia que estas estrelas não mais existem?
Admirado, respondi:
- Mas e seu brilho?
- O brilho destas estrelas é apenas a energia que delas continua a vibrar, pois já morreram há milhares de anos;.mas, tamanha distância têm de nós, que seu brilho, mesmo estando mortas, continua a nos atingir.
Continuei a admirá-las, pensando. Que força é esta que impulsiona, para nós,
tamanho amor e grandeza? Que, mesmo um ser estando já extinto, continua o melhor de si a espalhar? Que energia é esta que, agigantando-se perante a própria morte, continua iluminando o céu de nossas esperanças?
Que força é esta que continua se doando, trazendo-nos luz e beleza, comprovando, com sua própria entrega, que a morte não existe?
Emocionado, me perguntei:
- Então por que não imitamos as estrelas? Quando, mesmo nos sentindo mortos por dentro, cheios de aflições e desesperanças, mudos, calados, perante desilusões e injustiças, não continuamos a refletir o melhor que temos em nós, para outrem mais infeliz que nós mesmos?
Por que nós, perante um mundo que, na maioria das vezes, consideramos 'mau', abrigando em seu seio somente seres que sofrem, nada mais... por que não continuamos, a espalhar nosso brilho, deixando o mesmo refletir ao longe, onde nosso pensamento não possa alcançar?
Por que, mesmo extintos em nós o dom de crer na própria vida, não continuamos a doar nossa energia, nossa própria essência, a qual transformada em amor e grandeza possa continuar a iluminar o céu de nossos semelhantes?
Por que não apreendemos esta lição tão simples, estando sempre a dificultar o sentimento maior: O amor!
Por quê?
Se, imitando as estrelas, nosso brilho se perpetuaria, independente do "nós" e, alongando-se, atingiria universos distantes...
... Onde, com certeza, teríamos sempre alguém falando com as estrelas.

Fernando Dantas


Recebi esta mensagem deste amigo querido. Sem palavras para manifestar a minha admiração por tamanha profundidade, aqui a deixo publicada.
by Miriam, pensando e pensando até agora...!

sábado, novembro 04, 2006

Uma pequena passagem

Hoje, vim aqui para dizer alguma coisa. Coisa pouca, já que ando correndo muito, muito trabalho. Mas, esta mesma correria me realiza, me preenche. Cada dia me sinto melhor, a cada minuto só tenho a louvar a Deus pelas bençãos que ELE derramou, derrama e derramará em minha vida.
Ando afastada dos posts. Porque, quando tenho um tempinho, quero sair da frente do PC e ficar vagueando entre as notícias e cumprindo com as minhas tarefas caseiras.
Estou em débito com a Veneziana, porque ainda não vi os textos e as poesias para enviar. Estou em débito com muitas pessoas, que por aqui passam, pq n tenho retornado suas visitas. Embora, ontem, eu tenha viajado pelo mundo dos Blogs e tenha passado por alguns deles.
Peço, pois, desculpas pela ausência de posts. O último texto que fiz está postado no meu outro Blog - o Noites de Verão. Lá, sim, poucas pessoas passeiam. Que lástima!
Amigos e visitantes. Breve vou colocar toda a minha alegria em letras e frases, para que vocês possam partilhá-la comigo.
E despedindo-me, agora, peço a JESUS que derrame muitas graças sobre todos. Logo, logo, aqui estarei.
(até lembrei-me de outro logo... rsrsrsrs)

Uma imagem para alegrar os olhos:



(Foto de Antonio Marques - Portugal)

Recebam esta rosa, e a coloquem no coração
para embelezar as suas vidas. Com ela vão
as bençãos de Deus
e meus beijos ternos.

by Miriam, em explicação da ausência.

terça-feira, outubro 24, 2006

Ausência


"Nem toda ausência é falta de amor."
Quando li esta frase acima, numa mensagem pessoal do MSN, resolvi colocá-la aqui.
Diz tudo...





by Miriam. Distante, mas presente.

sábado, setembro 23, 2006

O caminho da LUZ

Nilson!
Fico feliz que venhas aqui e queiras nos ler. É um privilégio, saber-te nosso leitor assíduo. Estou com muitas aulas, trabalhos e afazeres, dos mais variados, a me tomar todo o tempo. Sei que escrever é muito bom. Mas, quando o tempo me sobra.
De qualquer forma, eis uma colocação de visão de vida, para ti e para todos que aqui chegam.

Andei pelas estradas enluaradas da minha terra. Cansei-me de olhar ao lado, procurando abrigo. Na paisagem, apenas as sombras das árvores e arbustos e o ruído da selva, que me rodeava. Meus passos , ora trôpegos, ora lépidos, eram o símbolo exato daquilo que estava vivendo e presenciando.
Na estrada, a poeira do dia quente deixava o seu odor característico. A mudança brusca de temperatura iniciava-se... e uma neblina, fria e úmida, começava a se formar. Eu não pensava onde estava, nem para onde me encaminhava. Apenas andava... andava...
A busca não poderia parar... porque a vida ainda existia... e viver é buscar. Viver é estar sempre caminhando, seja dia, ou seja noite....
Caminhando à procura da sabedoria... mas da verdadeira sabedoria.
Não sei de que forma, ou quando... mas, de repente, percebi que a minha caminhada não me levaria a lugar nenhum, se eu não olhasse a Lua. Se eu não percebesse e entendesse, de onde vinha a LUZ que iluminava meu caminhar...
Paro, subitamente! O entendimento me havia acenado com sua presença... Viro-me, devagar, para não me surpreender com a lógica recém assimilada... E, levantando a cabeça em direção ao céu, onde as nuvens davam a impressão de profundidade, encaro a LUA. E ali fico... acompanhando sua trajetória no horizonte.
Ela era linda!!!!!!!!!!! Lua cheia... a lua dos namorados... a lua que nos dá a sensação de poesia a cada raio que nos chega...
E lá se ía... indo... indo...indo... e caiu atrás dos montes...
Assustei-me... será que minha grande descoberta teria sido temporária???? Mas, minha sensibilidade acentuada fez-me voltar os olhos e, lá, no outro lado, vejo uma luz mais intensa... Uma Luz que formava cores variadas... pintava o céu com matizes de vida e de amor... e se aproximava cada vez mais... e mais... e mais...
Eis que o SOL começou despontar, entre as cores e os brilhos da aurora... Vi, neste exato instante, que minha caminhada havia chegado ao fim. Que havia descoberto o abrigo, o calor e a origem da sabedoria. Que a LUZ era tudo o que eu precisava para começar a entender o sentido das coisas, da vida, do mundo, dos amores, do tempo, da caminhada, das múltiplas estradas.
O calor foi, pouco a pouco, tirando a sensação de umidade, que se formara durante a longa noite de busca.
E, aquecida, tornei-me capaz de aquecer. E, sabendo-me amada, fui capaz de amar.
Que entendam-me aqueles que já vivenciaram esta caminhada. E aqueles que não a vivenciaram, ainda, procurem a sua estrada enluarada... e caminhem... caminhem numa noite de lua cheia. Numa noite onde a neblina nos faz tremer de frio... mas a luz que descobrimos, logo a seguir, nos aquece e nos transforma.
Vale a caminhada!

by Miriam, atendendo a um pedido de Nilson Barcelli

sexta-feira, setembro 15, 2006

A força do amor!



Olhas-me...
e me sinto em paz com o mundo.
Tocas-me...
e viajo pelas estradas das metáforas.
Envolves-me...
e busco,na consonância, a hora certa das palavras...


Seduzes-me
e eu, plena de fraqueza,
entrego-me sem medo...
Na certeza de que, na fragilidade,
se esconde a força do amor!



quinta-feira, setembro 14, 2006



O Ato

Estes olhos que descortinam o mundo
Trazem à cena os mais distintos atos
Eu na platéia inerte.
Sorrio e aplaudo, em momentos,
Noutros comovo-me aos prantos
No meu discernimento parco.

O contraste da beleza que arquiteta a vida
Põe-se assim tão dissonante
Quando a fome e a miséria gritam em tom urgente:
Saciem o meu corpo, que a minha alma é perene,
E a dor só é sentida
Quando em nós se faz presente.

No embate dos meus dias em que busco a aclaração.
Vejo a falta do que me sobra
Sinto a dor que não é minha
Grito então em desatino ao meu ser abastado:
Por quê?
Num mundo tão desigual sou espectador privilegiado

Levanta-te! Vem a resposta altiva.
O muito que foi dado, não foi um presente em vão,
Suba agora no palco da vida e atue.
Faça feliz aos tristes e amenize a dor dos abandonados.
Pois se ao nascer foste agraciado, então rico serás!
Porém ao perecer estarás pobre se a ti não tiver doado.

Léia Batista

sexta-feira, setembro 08, 2006

CONVITE
Entre sem bater
Espie na luz dos meus olhos
No recôndito do meu ser adentre
Mergulhe!
Encontre a minha alma, estenda-lhe a mão.
Passeie com ela
Viaje!

Abra o mapa, verás meu coração.
Chegue perto e pulse com ele
Acompanhe o seu ritmo
Dance!
Não precisa bater, entre!


Descubra os sentimentos e converse com eles.
Sinta!
Ao seguir, olhe apenas...
Irás entender
Que a alma vagueia
No coração descansa, bebe, se alimenta.
Abastecida parte à nova mente
Entenda!



Sou abrigo da alma
Porto de um coração
Guarida dos sentimentos.
Regido pela mente.
Perceba!


O que vês é só pintura.
Os verdadeiros moradores estão lá dentro.
Se os quiseres conhecer
Volte sempre!
Entre!

Não precisa bater.
Léia Batista

terça-feira, setembro 05, 2006

Enigma



Permito-me utilizar a imagem do maravilhoso Morro dos Conventos para ilustrar a minha poesia. Um paraíso feito de mar, rio, lagoas, dunas, mata atlântica e fica bem aqui na minha cidade.
A certeza de que um grande arquiteto por aqui passou, deixando eternizada a sua arte.
Léia- Araranguá SC

Enigma


VOCÊ É A PARTE QUE ME FALTA

EU SOU A PEÇA QUE LHE COMPLETA

VOCÊ É A DEFINIÇÃO DA MINHA IMAGEM

EU SOU A CONTINUAÇÃO DO SEU PEDAÇO

VOCÊ É A FORMA QUE EM MIM SE ADAPTA

EU SOU O MOLDE EM QUE VOCÊ SE ENCAIXA.

SEM VOCÊ SOU IMPERFEITA

VOCÊ SEM MIM FICA PERDIDO

E SIGO ASSIM INACABADA

VOCÊ CONTINUA DESFEITO

PEÇAS SOLTAS SEM SENTIDO

PROCURANDO EM VÃO FORMAR A IMAGEM

DO DESEJO REPRIMIDO.


Léia Batista

domingo, setembro 03, 2006

Para uma querida amiga!

"Duas árvores não podem ser plantadas muito próximas... Porque, se assim o for, uma faz sombra para a outra e ambas, enfraquecidas, não conseguem se desenvolver".

Não sei onde li o que escrevi acima, nem sei como é que, na verdade, são colcadas as palavras no ditado. Mas, lindo é o sentido.

"Era uma vez duas árvores... foram plantadas próximas... mas, com o vento e as tempestades, aproximaram-se cada vez mais. O sol batia, mas a sombra de cada uma não permitia o crescimento da outra. E o que antes era visto com deslumbramento, passou a ser visto como perigo à sua integridade..."

Assim somos nós... Creio que não nos sentiremos bem, se não pudermos vivenciar momentos somente nossos. A solidão é, por vezes, o melhor remédio e a mais potente vitamina para a nossa vida.
Momentos a sós conosco e com o que gostamos de fazer, sem que, por isto, nos sintamos culpados, é uma das melhores formas de adquirirmos forças para seguir a batalha do dia-a-dia. Quando nos falta o sol, porque as sombras são constantes, perdemos o rumo e o prumo - não conseguimos reabastecer-nos de energias suficientes... nossos pensamentos ficam embotados, nossas palavras trancadas, nossa inspiração some... E nossas atitudes, em compasso de espera.
As flores não nascem. Os frutos deixam de existir. Porque, por não podermos "ser", não conseguimos "doar".
O nosso "ser para o outro" é diretamente proporcional à nossa vivência do "ser para nós mesmos". Não podemos amar, se não conseguimos tempo para "sermos e amarmos a quem somos". Não podemos "doar" se não tivermos tempo para "suprirmos nossas necessidades individuais". Há um peso exato para cada coisa. E uma não sobrevive, muito tempo, sem a outra. Não sobrevivemos sozinhos. Mas também não sobrevivemos sem a nossa individualidade.
Nossos problemas existem... precisamos olhar de frente para eles e estudarmos as consequências dos nossos atos. Precisamos olhar pra dentro de nós e para as pessoas que nos rodeiam, sempre buscando a conciliação do melhor passo a darmos.
Há um tempo para que tudo se amolde e consigamos superar os obstáculos - sejam eles quais forem. As soluções passam, impreterivelmente, pela dor, pelo sacrifício. Porque as experiências dolorosas também fazem parte da bagagem de vida. Nunca seremos completamente felizes. Sempre haverá aquilo que machuca, que dói - o problema que, no momento, nos parece tirar as forças. Mas, se temos fé, adquirimos a nobreza da persistência e do discernimento, na busca pelo crescimento e pela escolha do melhor caminho.
E digo-te:
- A vitória está em superarmos as tribulações com honra, verdade e integridade. Visando um caminho de paz, onde o sofrimento passado será visto, no futuro, como uma forma, pela qual, ficamos enriquecidos em experiências e fortalecidos como pessoas.

by Miriam, com um beijinho para esta amiga querida.

quinta-feira, agosto 31, 2006



Espectros


Quem dera eu olhasse agora,
E visse num instante brilhar
A luz dos teus olhos,
Falando aos meus olhos
Sem sequer titubear.

Que o teu sorriso fosse franco,
Ao ponto em que, bastasse vê-lo.
Para poder te encontrar.
E que a verdade de tua existência
Transparecesse em teus lábios,
Sem que precisasses falar.

Que o teu coração estivesse ao alcance
De eu pegá-lo nas mãos,
E folheá-lo como a um livro,
Sorvendo cada palavra,
Traduzindo a tua emoção.

Que a vida não fosse um baile
Com todos a se divertir.
Vestidos conforme a ocasião,
Tendo como adereço as máscaras
Escondendo além das faces, a sua intenção.

Porém temo, de antemão,
Que ao tirar as máscaras,
Não existam os olhos, nem os lábios,
Nem sequer o coração.
E que eu descubra tristemente,
Que de tanto mascarar a alma,
Tenha restado ao mundo, apenas espectros de gente.

Léia Batista

sábado, agosto 26, 2006

Árvore Ribeirinha






Um dia, molhada de sol, permiti que meus olhos se nublassem de águas serenas, vindas do profundo do meu ser. Cascatas brilhantes mostravam ao mundo um caminho percorrido, entre rochas e granitos, espremidas em abissais traumas que, fechando-se em perspectiva, empurravam a água, cada vez mais forte, desobstruindo sentimentos antigos e sinceros. Hoje, embora a chuva caia lá fora, meus olhos se enchem de sol. Águas, antes revoltas, agora são apenas vislumbradas em plácidas ondas e ouvidas em sussurros, que enlevam a alma, enquanto a natureza segue seu curso e seu rumo.
Sou árvore riberinha, que se mantém firme, mesmo em meio a muitas tempestades e fúrias naturais e humanas. Minhas folhas são vibrantes. Minhas flores, perfumadas. As raízes, que cresceram aprendendo a se defender dos ventos fortes e das secas, são o apoio que me dá forças. Sou descanso e pousada. Sombra e beleza. Rastro e paisagem. Sou o futuro incerto, de felicidade certa. Sou sonho mesclado com realidade. Sou verdade, sentida e vivida em sua mais plena intensidade.
Sou gente... sou flor...
Sou árvore... sou amor!


by Miriam, vivenciando doces momentos.

terça-feira, agosto 22, 2006



Amante

De tantas palavras jogadas comigo ao vento
Confidencio em sussurros à minha alma
Exaurida estou em tentar
Mesmo assim ainda tento.
De que pecado tenho que me defender
Como um réu sem julgamento
A sentença foi proclamada
O ódio disseminado, a vida amputada
Perdidamente louca fui condenada
A ter que minha loucura encarcerar.
Meus olhos queimados de sal
Vêem o que o coração não consegue alcançar
A busca de mim mesma foi meu delito
A fuga dos padrões o agravante
Perpétua é minha pena
Por ter a vida como amante.

Léia Batista

domingo, agosto 20, 2006


Escultura


O meu coração te desejou
A minha mente leu o recado.
Passei então a te desenhar
Não dá forma que tu eras
Da que o meu coração tinha sonhado.

Te esculpi inteiro
Não o físico, este eu já conhecia.
Delineei o teu amor
E o dediquei só para mim.
Refiz os teus desejos, iguais aos meus.
Enfim...

Te recriei da minha maneira
Dentro do molde que em mim cabia.
Só não esperava jamais que, ao te encontrar finalmente,
Não eras tu quem eu conhecia.

Percebi então, num instante,
Que a minha mente havia me enganado.
Foi o fruto da minha imaginação, e não a ti,
Que eu tinha amado.

Léia Batista

Nada...






by Miriam num momento de "...Nada!"

sexta-feira, agosto 18, 2006

Minha inspiração, onde anda?


Estou sem inspiração. Meus olhos buscam imagens, minhas mãos dedilham letras por entre este teclado. Vejo que, a cada passo, encontro obstáculos impostos por atitudes pequenas e sem base lógica. Rememoro as andanças passadas, minha vida e meus amores. Volto à cena, sem medo e sem preconceito, abrindo meu peito e falando minhas verdades.
Ontem era dor... hoje é força.
Ontem era medo... hoje é coragem.
Ontem era cuidado em não melindrar pessoas... hoje é audácia de sentir-me bem com minhas emoções.
Ontem era mágoa... hoje sou paz e perdão.
Ontem era saudade... hoje é passado.
Ontem eram lágrimas... hoje distribuo sorrisos.
Ontem era perda... hoje é ganho.
Ontem era derrota... hoje é vitória.
Ontem era verdade e sinceridade... hoje, também!

by Miriam, em busca de inspiração.


Metamorfose

Seda me reveste, em fios.
Emaranhado a proteger-me
Do sol
Da chuva
Do céu que não vejo
Do frio.
Casulo escuro, mas quente!
Envolve-me
Confunde-me
Sem perigo iminente.
Não grito, escuto
Não corro, repouso
O que ouço, silencio
Sem desespero, espero.
Que a metamorfose aconteça.
Rompendo-se num lampejo
A lagarta desapareça
Arriscando-me aos céus, me vejo.
Voando livre, borboleta.

Leia Batista

quinta-feira, agosto 17, 2006

Um meio para a proteção de todos.

Em virtude de comentários anônimos feitos aqui, em Inglês, que direcionam para links obscuros, eu habilitei a confirmação por letras, para que, num tempo pequeno, possamos vencer estes obstáculos próprios da net.
Conto com a colaboração de todos os que aqui, tão gentilmente, postam seus comentários.
Beijos
Miriam

quarta-feira, agosto 16, 2006



Andarilho

Cheguei até aqui
Porque o vento me trouxe
A brisa impeliu
A chuva forçou
A noite acenou.
Eu vim
Por todos os motivos
Por falta dos mesmos
Aqui estou.
Dou-me o direito, no entanto,
De quedar-me ao meu cansaço
Dar uma trégua na andança
Parar um pouco nesta hora
Alguns minutos, segundos talvez
Dou-me o direito agora.
De olhar para trás, o caminho vencido
Pois nele não mais andarei
Na minha frente uma encruzilhada
Para onde vou, ainda não sei.
Do descuido do uso
Encontro a bússola despedaçada.
Sem direção eu paro
E peço licença
Na rua da minha vida
Vou me assentar na calçada.

Léia Batista

quinta-feira, agosto 10, 2006




Perfil

Não me pergunte quem sou.
Sou o que você não vê.
Não tente entender o que nem eu consigo saber
Defino-me assim indefinida.
Meio mulher, um tanto criança, um pouco velha
Cheia de esperança.
Não estou pronta, vivo inacabada
Não sou inteira, sou partes encaixadas.
Não me sacio, insatisfeita eu vivo
Me escrevo e reescrevo, não quero o meu final,
Estou na metade do capítulo.
Não sou um poema somente, sou um livro.
Sou paixão personificada, amor em minha essência
Sou saudade do que não tenho
Lembrança do que já tive
Ausência.
Não sou santa, eu não nego
Um tanto louca, me confesso.
Tenho medo e sou valente
As vezes caio, outras só escorrego
Não me tente, eu me entrego.
Sou parte do mar, muito do céu, meus pés vivem no chão
Mas o meu coração vive ao léu.

Léia Batista




quarta-feira, agosto 09, 2006

O espaço e o tempo

O tempo perguntou ao espaço, porque o espaço o impedia de ser "Presente". O espaço retrucou ao tempo que o próprio tempo é que o deixava com uma aparência maior do que era. E, assim, ficaram a discutir, interminavelmente, por anos, séculos, quilômetros, milhas...
E eu aqui, a esperar que eles cheguem à conclusão final, para que eu mesma possa entender, o porquê de tanta saudade!

by Miriam, na espera da solução...

terça-feira, agosto 08, 2006

Uma nova participante

Hoje estou recebendo, de braços abertos e com um sorriso de felicidade, a nova integrante do Blog Tratos e Poesias: Léia.
Bem-Vinda, Léia. Nosso Blog só tem a ganhar com esta participação. Ficamos felizes de podermos compartilhar as inúmeras maravilhas que, por ti, são escritas. Estamos sedentos de criações de peso.

by Miriam, numa nova fase do Blog.

sexta-feira, agosto 04, 2006

Retorno dobrado

Oi, amigos!
Devo dizer que estou retornando. E, além disso, em dose dupla. Minha prima vai escrever aqui, também. Estamos esperando mais uma pessoa. E, garanto a vocês, as duas tem talento suficiente.
Breve saberemos se teremos a nova participante.
Beijos e abraços

by Miriam, feliz da vida!!!!!!!!!!!!!!!!!

Saudades

Oi! Estou com saudades daqui. Muitas. E, então, resolvi dar uma passadinha para falar de uma figura incrível. Há muito tempo eu conheci um homem que me deixou apaixonada. Mais ou menos uns 9 anos. Ele, maravilhoso, único, esplêndido, amoroso, carinhoso, me ama acima de tudo. Nunca me deixou passar falta de nada. Sempre tudo providencía. Estou a toda hora sentindo a Sua presença comigo, esteja cantando para Ele ou só falando baixinho.
Uma vez, por me amar muito, Ele me pediu para cantar. Inspirava as músicas, e cada vez que eu cantava, as pessoas me diziam que minha voz era suave, terna e incrívelmente bonita. Mas que nada... nunca tive a voz bonita. Era a inspiração que me deixava assim. E eu comecei a me aproximar cada vez mais dEle, e querer cada vez mais sentir o quanto Ele me amava. Nunca me exigiu nada. Nunca me criticou, nunca disse que o que eu pensava era errado, nunca falou-me que se eu não fizesse o que Ele queria, eu sofreria, ou que seria punida. NUNCA... Nunca mesmo. Porque Ele sempre, por me amar demais, me entendeu. Entendeu meu peito, meu sofrimento, meus amores, minhas dores, meu cansaço, minhas caminhadas erradas... minhas dores de cabeça. E, em tudo, foi o alívio, foi o porto seguro, a certeza do abraço amigo, o abraço que compreende, entende, dá força, apoia, estimula e AMA, acima de tudo.
Hoje, fui cantar para este amigo. Para este homem. Ele havia me pedido com antecedência, mas os ensaios não se proporcionaram. Não cantava sozinha. E, nossos outros amigos, não conseguiram tempo para nos juntarmos e ensaiarmos. Mas... quando cheguei perto dEle , só pedi, olhando bem dentro de Seus olhos, que Ele me ajudasse, me desse a qualidade que Ele merecia, naquela ocasião tão solene. Pois... eis que os presentes se encantaram. A suavidade era a marca do nosso grupo. E a inspiração fez o seu papel.
Hoje, então, como agradecimento por tamanha ajuda, quero dizer a vocês, que eu tenho um grande e amoroso amigo. Que ama a mim e a vocês, também. Que pede a vocês que apenas abram o coração e se permitam conhecê-Lo. Ele nada exigirá de vocês, apenas que deixem Ele entrar. Ele não punirá. Não recriminará. Estará sempre pronto a recebê-los e a amá-los. Vocês querem ser amigos dEle, também? Vou passar o endereço:
Rua do Coração de vocês, número 777, na cidade das portas abertas e do Amor pulsante.
Adentrem nesta rua, com os olhos fechados e deixem a rua livre, aberta. E chamem pelo Seu Nome. JESUS!

by Miriam, querendo que os corações se abram para ELE.

quinta-feira, julho 27, 2006

Enfim, meu último post!

Dois lados, duas percepções
Procurei, aqui, deixar meu perfume. Minha verdade.
Fui mal compreendida por poucos. E, para estes, deixo uma mensagem:
Em tudo existem dois lados. Duas percepções. E, se não vamos em busca das duas "formas de ver os fatos", podemos estar sendo injustos. Não choro o fim do Blog, nem a falta de busca da verdade, por alguns. Choro, isto sim, pela apostasia. Pela ausência de Deus, nos corações.
Deixo minha mensagem:

Desculpem-me poucos num universo de muitos.
E, se consegui chegar até aqui desta forma,
é, também, um privilégio de poucos
num universo de muitos.
Deus abençoe a todos. E, saibam, que eu os amo muito!

by Miriam, na despedida.

quarta-feira, julho 26, 2006

Como poderei agradecer a Deus?

Como poderei agradecer a Deus pela maravilha que fez na minha vida? Deixo registrado um milagre. Uma benção derramada, a qual nunca poderia esperar. Não sei se dará tempo para comprovar, aqui. Mas, com certeza, dou Glórias a DEUS, que nunca me faltou e que tudo providencía na minha vida.
Amigos que me deixaram recadinhos, lamentando minha ausência: Eu visitarei os seus Blogs. Deixarei meus comentários. Não sumirei da vida de vocês que, também, são bençãos que me foram dadas por JESUS. Obrigada a todos.
by Miriam, numa noite MUITO gratificante e feliz!

segunda-feira, julho 24, 2006

Ser transparente

Recebi por e-mail e, por ser exatamente o que penso, coloco aqui, como um dos últimos posts. Outros virão, mas, por enquanto, leiam com carinho.
Miriam


Às vezes, fico me perguntando porque é tão difícil ser transparente... Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros. Mas ser transparente é muito mais do que isso.É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que a gente sente... Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair as máscaras, baixar as armas, destruir os imensos e grossos muros que nos empenhamos tanto para levantar...
Ser transparente é permitir que toda a nossa doçura aflore, desabroche, transborde! Mas infelizmente, quase sempre, a maioria de nós decide não correr esse risco. Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda a fragilidade humana.
Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam do mais profundo de nosso ser... Preferimos nos perder numa busca insana por respostas imediatas à simplesmente nos entregar e admitir que não sabemos, que temos medo!
Por mais doloroso que seja ter de construir uma máscara que nos distancia cada vez mais de quem realmente somos, preferimos assim: manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção...
E assim, vamos nos afogando mais e mais em falsas palavras, em falsas atitudes, em falsos sentimentos... Não porque sejamos pessoas mentirosas, mas apenas porque nos perdemos de nós mesmos e já não sabemos onde está nossa brandura, nosso amor mais intenso e não-contaminado...
Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro nos faz perceber que já não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a compartilhar... doçura, compaixão... a compreensão de que todos nós sofremos, nos sentimos sós, imensamente tristes e choramos baixinho antes de dormir, num silêncio que nos remete a uma saudade desesperada de nós mesmos... daquilo que pulsa e grita dentro de nós, mas que não temos coragem de mostrar àqueles que mais amamos!
Porque, infelizmente, aprendemos que é melhor revidar, descontar, agredir, acusar, criticar e julgar do que simplesmente dizer: "você está me machucando... pode parar, por favor?". Porque aprendemos que dizer isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro. Quando, na verdade, se agíssemos com o coração, poderíamos evitar tanta dor...
Sugiro que deixemos explodir toda a nossa doçura! Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo, não desejar parecer tão invencível...
Que consigamos não tentar controlar tanto, responder tanto, competir tanto... Que consigamos docemente viver... sentir, amar... apesar de todo o risco que isso possa significar...

Por Rosana Braga