terça-feira, agosto 22, 2006



Amante

De tantas palavras jogadas comigo ao vento
Confidencio em sussurros à minha alma
Exaurida estou em tentar
Mesmo assim ainda tento.
De que pecado tenho que me defender
Como um réu sem julgamento
A sentença foi proclamada
O ódio disseminado, a vida amputada
Perdidamente louca fui condenada
A ter que minha loucura encarcerar.
Meus olhos queimados de sal
Vêem o que o coração não consegue alcançar
A busca de mim mesma foi meu delito
A fuga dos padrões o agravante
Perpétua é minha pena
Por ter a vida como amante.

Léia Batista

3 comentários:

poeta_silente disse...

Léia!!!!!!!!!!!!!!
Maravilhosa! Linda! Profunda! Encantadora! Sem mais comentários, porque não encontro mais elogios. O cansaço me domina, hoje.
beijinhos
Miriam

antonior disse...

Léia!
Amar a Vida é uma Dor da Cor do Amor, como quase todas as dores...

Quanto à questão que deixaste no teu comentário, lá no meu espaço, repito-te "O destino orienta quem o aceita e arrasta quem o recusa", o que quer dizer que o movemos enquanto ele nos move....pouco esclarecedor, mas verdadeiro...

Beijo

Nilson Barcelli disse...

Leia, adorei a sua poesia. Você escreve muito bem.
Já na vez anterior que aqui estive tinha lido poemas seus, mas acho que só comentei um post da Miriam.
Você e a Miriam fazem um par literário interessante. Parabéns.
Um beijo.