sexta-feira, agosto 18, 2006


Metamorfose

Seda me reveste, em fios.
Emaranhado a proteger-me
Do sol
Da chuva
Do céu que não vejo
Do frio.
Casulo escuro, mas quente!
Envolve-me
Confunde-me
Sem perigo iminente.
Não grito, escuto
Não corro, repouso
O que ouço, silencio
Sem desespero, espero.
Que a metamorfose aconteça.
Rompendo-se num lampejo
A lagarta desapareça
Arriscando-me aos céus, me vejo.
Voando livre, borboleta.

Leia Batista

2 comentários:

Kalinka disse...

LEIA

Você escreve muito bem.
Adoro ler-te.
Inspiras liberdade...
Voando livre, borboleta!

MIRIAM
Amiguinha, aqui estou para lhe dizer que agradeço seu comentário e, fico encantada por você me dizer que estou acertando nas palavras, em relação à sua Vida...
Parece telepatia, quem sabe?

Beijos com carinho.

poeta_silente disse...

Léia!
Lindo!!!!!!
Vontade de voar, também!
bjinhos
Miriam