terça-feira, novembro 14, 2006

A reflexão de hoje.


Bem que, pelo horário que estou a escrever, vê-se a que horas parei de trabalhar. São 00:20 horas do dia 14 de novembro. Minha nossa! Estou cansadíssima, com dor de cabeça de tanto fixar os olhos nas imagens a serem trabalhadas. Mas... falei que tentaría analisar cada dia, com uma visão existencialista.
Hoje, novamente, meu dia foi ímpar. Percebi-me tendo que fazer esforço, em virtude da idade. Iniciei minhas caminhadas. Há muito tempo falava que começaria. Mas sempre aqui, a estudar e trabalhar. E a esquecer que nem só de trabalho e estudo vivemos.
Hoje eu descobri que havia esquecido de mim. Havia esquecido que tenho que "ser", tenho que "viver". E que, para isto, preciso gostar de mim e me aceitar como imperfeita e sujeita às intempéries da idade.
Mas... vamos olhar ao redor. Quem pensa em "ser"? Quem pensa em vivenciar a vida como emoção? Como um caminho que, sem volta, não permite que vacilemos e que esqueçamos de "sentir" mais do que "adquirir"? (Seja o que for... conhecimentos, poder, fama, dinheiro...)
Normalmente, este assunto ultrapassa o limite da nossa paciência. É um assunto corriqueiro. Todos falam. Lemos em qualquer canto. Há filosofias, das mais variadas, a serem distribuidas em arquivos "pps", em mensagens de e-mails , revistas, "Cursos de pensamentos positivos", Cursos de Conhecimento Interior" - e outras balelas a mais, que nem caberiam aqui.
Pois... eu voltei ao assunto. Há que se explicar o porquê. Lá vamos, então. O ser humano está doente. Está cego e não consegue ver que tem que se amar. Mas não pelas revistas de moda e pelo corte de cabelo atual. Tem que se amar porque é participante da natureza divina. Porque seu caminho tem um foco, que não o poder, o reconhecimento público, nem o locupletamento com benesses materiais.
A consequência está aí: danosa! Mundo em desafino; natureza querendo virar quadro - "Natureza Morta"; Eu, esquecendo que os anos se foram e que eu tenho que me cuidar; Você, talvez, em algum ponto se esquecendo que, hoje, alguém o olhou e você não teve tempo para conversar; Ou não teve tempo para deixar um comentário aqui, dizendo:
-Fala outro assunto, Miriam. Neste não existe mais novidades.
E porque me dei de conta disto, também, despeço-me. Pode ser que no post que irei deixar à noite do dia 14-11, eu tenha mais criatividade.

opss! by Miriam, sem criatividade- Deve ser o cansaço!

Um comentário:

Anônimo disse...

Penso que o que se coloca aqui não é uma questão de criatividade pois isso é impensável... : )

O talento da escrita já ninguém to tira, Miriam. Condenada à beleza da ecsrita através da tua mão.

Que o ser humano está donete é que não se pode duvidar também...uma doença de alma que o arraste e se faz arrastar de dentro de si mesmo em caminhos turvos...partindo de si mesmo assim o seu caminho no exterior interagindo com os outros não pode ser diferente do que faz consigo mesmo. Resultados: eremita na sociedade ou alienado? Ou agitador compulsivo e obsessivo na sua "doença"? Perdeu-se o meio termo e as direcções seguras e nada parece especial ou repleto de luz como outrora...

A idade das trevas da humanidade é desta vez espiritual... porque o próprio Homem não quer olhar além para a luz...amigo e inimigo de si mesmo...o que nos resta, amiga?!

Um beijo grande e saudoso aqui da susana da Teia...imersa no silêncio e escuridão dos fios da alma.

SJ