quinta-feira, dezembro 20, 2007

OS BOMBEIROS DA VIDIGUEIRA

Um fogo deflagrou num monte alentejano. Os bombeiros foram imediatamente chamados para extinguir as chamas. O fogo estava cada vez mais forte e os bombeiros não conseguiam dominar as chamas. A situação já estava a ficar fora de controle, quando alguém sugeriu que se chamasse o Grupo Voluntário da Vidigueira. Apesar de algumas dúvidas quanto às capacidades e equipamento dos voluntários, seria mais uma forma de auxílio.
Assim foi. Os voluntários chegaram num caminhão velho, desgastado pelos anos e operações de combate. Passaram em grande velocidade e dirigiram em linha reta para o centro do incêndio! Foram mesmo até o meio das chamas e pararam. Estupefata, a população assistiu a tudo. Os voluntários saltaram todos para fora do caminhão e começaram a pulverizar freneticamente em todos os sentidos. Como estavam mesmo no meio do fogo, as chamas dividiram-se e restaram duas porções facilmente controláveis.
Impressionado com o trabalho dos voluntários da Vidigueira, o dono do monte respirou de alívio, quando viu sua propriedade ser poupada à devastação das chamas. Na hora, pôs as mãos na carteira e passou imediatamente um cheque de 5000 euros à corporação voluntária. Um repórter do Jornal local perguntou logo ao comandante da corporação:
- 5000 euros! Já pensou o que vai fazer com o dinheiro?
- Penso que é óbvio, não é? Responde o comandante a sacudir a cinza do capacete... A primeira coisa que vamos fazer é arranjar a desgraça do freio desse caminhão!!!!!





by Miriam, num post para alegrar-nos.
FELIZ NATAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Distância

Pois... Mais uma das que eu toquei. Particularmente, gosto mais em Português, mas não encontrei, também. Eis que quase não encontramos músicas antigas do Roberto pelo You Tube.
Eis... A Distância. Completando, de forma invertida, algumas das minhas músicas ao piano, ontem.

Para melhor entender, procurem ver o primeiro post do dia... sobre os Bee Gees.

Custe o que custar

Aqui, deixo a música que foi sucesso na voz de Roberto Carlos - Custe o que custar - interpretada por Sérgio Reis. Não encontrei com o Roberto. Se alguém encontrar, me enviem o endereço para que eu possa publicar.
E.... aí está!
Sérgio Reis - Custe o que custar -

WORDS



Estava eu a tocar piano, ontem, quando comecei a tocar esta música. O interessante neste fato é que eu, seguidamente, faço uma "sessão autor". Isto quer dizer... Há dias em que me apetece tocar um ou outro autor... e sigo na busca de cada uma das canções deste escolhido. Não há uma escolha intencional. Meu coração que dirige minha inspiração.
Ontem, a escolha recaiu em Roberto Carlos. Toquei "Custe o que custar " (no violão toco bem melhor), Distância, e alguma coisa a mais que não lembro agora. Mas, de repente, dou-me conta que estou tocando Words - Bee Gees. Pois... eis um fato que difere do meu hábito.
Resolvi, então, buscar no You Tube a canção e aqui colocar.
Para vocês, um dos grupos que mais lembro, canto, toco e gosto, do tempo da minha junventude.
WORDS.

by Miriam - num post um tanto pessoal, um tanto impessoal

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Amor, amizade, solidariedade...

Luiz Maia

Todos os dias eu choro. Às vezes porque bate uma tristeza por aquilo que fiz errado e que bem poderia ter sido diferente. Mas não me lembro do dia em que chorei de dor, e eu sinto dores diariamente. Mas não choro de dor. Mas sim, pelo que fiz de errado. Não me canso de pedir a Deus perdão pelos erros cometidos. Aproveito agora e peço perdão aos amigos que um dia se sentiram magoados comigo. Até mesmo por uma palavra não dita no momento que deveria ter sido dita. Chama-se a isso de omissão.

Mas choro também, e muito, agradecendo a Deus pelas graças que me são por Ele derramadas diariamente. E são inúmeras! Agradeço à vida, aos amigos, ao dia, à saúde, ao alimento, ao lar, à família e a todas as coisas maravilhosas que surgem na minha vida. Agradeço a Deus até pela dor que sinto, pois me serve como parâmetro de como sou fraco, pequeno e limitado. Mas não choro na dor.

Choro com certa freqüência pela amizade desfeita de forma estúpida. Ou pela amizade que não soube fazer. Choro por ter tão poucos amigos - ou por aqueles que nunca os tive. Meu choro é de inconformismo diante da minha insignificância, e bem sei que poderia ser minimizada. Choro pelas amizades lindas que nunca se completaram. Choro pelo amigo que pensei ser e que nunca fui. Choro por tudo que um dia quis ser e nunca fui. E choro por tudo que sou.

Amar é bom e amar me faz chorar. Amo desmedidamente a vida. Amo sem reservas as pessoas com a mesma facilidade com que um dia terei de perdoá-las. E saber perdoar é tão difícil quanto a ingrata tarefa de aprender a ter paciência. Peço aos amigos paciência comigo já que terei de aprender a ter paciência para com os outros. Paciência é ter que ouvir um desabafo em forma de prece. Ou uma prece em forma de desabafo.

Choro quando um dia não fui solidário com quem precisava. Ou quando tantas vezes ignorei a dor alheia, adubando e fortalecendo ainda mais o meu insólito egoísmo. Quantas vezes ri na minha arrogância, na minha enorme ignorância, quando pensei um dia ser forte, sábio e detentor de qualidades superiores aos demais. Justo aí que eu devia mais chorar, nunca o fiz. Hoje choro as misérias e as dores do mundo. Hoje sou solidário à dor alheia, mas de pouco isso vale. Gostaria de ser solidário de forma concreta, efetiva, mesmo em doses homeopáticas. Cansei da solidariedade teórica porquanto nada produz de fato.

Já perdi a conta das vezes em que chorei diante da minha amada. Nada mais maravilhoso que poder contemplá-la dormindo - e aí não tem como não chorar. E choro ao vê-la sorrindo um riso maroto para mim. O choro de quem contempla a mulher amada é choro de fortes. E saber que um dia pensei que chorar era coisa de mulher, de gente fraca...

Para concluir, devo dizer que demorei a escrever enquanto chorava. Claro que muitos poderão pensar que sou feito de choro ou mesmo que faço a "declaração de um fraco". Não pense assim quem assim chegou a pensar. A verdade é que existe em mim uma criança linda querendo aflorar. Ou aquele velho triste, cansado de nunca ter sido escutado.

http://br.geocities.com/escritorluizmaia/

Autor dos livros "Veredas de uma vida", "Sem limites para amar", "Cânticos" e "À flor da pele". Recife-PE.

"Não entendo a vida sem os gestos de carinho entre pessoas que se querem bem, muito menos sem as necessárias atitudes e ações solidárias vindas até mesmo de pessoas que nunca se viram antes."
(Luiz Maia)

terça-feira, dezembro 04, 2007

quarta-feira, novembro 21, 2007

Respeitando as opções

Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado. Ele se vira para o chinês e pergunta:

- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz?

E o chinês responde:

- Sim, quando o seu vier cheirar as flores!

Respeitar as opções do outro, em qualquer aspecto, é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter.
As pessoas são diferentes, agem diferente e pensam diferente.
Nunca julgue! Apenas tente compreender!

Seleção de Frei Germano Guesser - SC.

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sábado, novembro 17, 2007

Uma música em meu coração




MEU SEMPRE...

(Miriam Goularte)


Hoje não estás mais aqui...

Como te amei. Como sofri.

Foi um amor imenso,

sem fim, nem princípio.

Eterno.

O mundo não nos uniu,

apenas nos separou, constantemente.

Lembro teus olhos,

tuas mãos,

teu rosto lindo...

(lindo como um anjo)

E, hoje, anjo és.

Queria ter te beijado.

(Como não o fiz, choro teus lábios.)

Queria ter te amado.

(Como não o fiz, choro teu corpo.)

Queria, por ti, sentir-me amada.

(E, na ilusão, pequenos momentos ficaram.)

Ah! Como ainda te amo!

Como sofro tua partida.

Como vivo isolada do amor dos teus.

Que Deus te receba e te guarde!

Um dia estarei aí.


When a life was gone... and this life was a gem... but stayed a music, stayed a sound in my heart.
Sorry... my english is bad.


Contraste


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I know that I am able to say: "Because you never loved me..."

segunda-feira, novembro 05, 2007

I'm still loving you - Scorpions

Esta música... me toca profundamente. Nunca a esqueço. Sempre a toco no piano ou violão. Um dia destes, num aniversário, comecei a fazer o solo inicial e um menino - casado com a filha da minha amiga - disse-me que gostava muito. Ela atravessa gerações e toca corações. Não é? É uma música sempre atual. Estive no Blog do Solaris e, lá, escutei uma música do conjunto Scorpions. Gosto imenso deles. E busquei esta maravilha para que todos apreciem - Still loving you!



STILL LOVING YOU
Music: Rudolf Schenker
Lyrics: Klaus Meine


Time, it needs time
To win back your love again
I will be there, I will be there
Love, only love
Can bring back your love someday
I will be there, I will be there


I'll fight, baby, I'll fight
To win back your love again
I will be there, I will be there
Love, only love
Can break down the wall someday
I will be there, I will be there

If we'd go again
All the way from the start
I would try to change
The things that killed our love
Your pride has built a wall, so strong
That I can't get through
Is there really no chance
To start once again
I'm loving you...

Try, baby try
To trust in my love again
I will be there, I will be there
Love, our love
Just shouldn't be thrown away
I will be there, I will be there

If we'd go again
All the way from the start
I would try to change
The things that killed our love
Your pride has built a wall, so strong
That I can't get through
Is there really no chance
To start once again

If we'd go again
All the way from the start
I would try to change
The things that killed our love
Yes, I've hurt your pride, and I know
What you've been through
You should give me a chance
This can't be the end
I'm still loving you
I'm still loving you, I need your love
I'm still loving you

by Miriam, recordando

domingo, novembro 04, 2007

Mais um texto de Luiz Maia

Serena tranqüilidade
Luiz Maia

Você partiu sem me dizer uma palavra. O tempo passou sem que eu entendesse sua repentina viagem. A vida correu sem novidades, sem que eu me desse conta dessa imensa saudade. Até que as notícias me chegaram como por encanto, vindas de você. Só escuto palavras bonitas, às vezes indecisas, é certo, quando se refere a mim. Chego a imaginá-la diferente de quem é, e eu, de quem de fato sou. Palavras soam como versos que me embalam, expressando amor, levando-me a falar do quanto preciso de você para seguir minha alegria. Eu fico tentando expressar meu contentamento, mas confesso que pouco saberia dizer. Como falar, por exemplo, da saudade explícita que encobre desejos latentes, que chega a doer ao vê-los sucumbir nas entrelinhas? Não, dificilmente eu saberia falar...

Quando a leio, sinto-me criança outra vez. Aí não tem como não pensar em coisas que eu supus que não devesse nem dizer, mas é tudo balela. Querida, quão absurda e preconceituosa eram minha visão de vida, meu entendimento de mundo! Eu só sei que um dia eu a quis, mas você nunca me teve. Uma vez cheguei a dizer que a vida nos oferece tantas possibilidades e só deixamos de aproveitá-las por razões meramente culturais. Mas reconheço a força da cultura de um povo sobre os ímpetos advindos da natureza. Relembro aquele beijo não dado, a sensação de calor que percorria nossos corpos na iminência de mais um doloroso silêncio que nos envolvia. Lamento pelo abraço esquecido, pelos versos desfeitos, coisas bonitas que se perderam nos caminhos escuros que certamente não escolhemos seguir.

Penso em você e sou revestido de serena tranqüilidade. Há tantos ruídos na noite, há tantos gritos que incomodam meu sono, que chego a imaginá-la bem perto a mim, a me envolver com sua alegria. Num instante eu recupero a consciência, mas aí vem você a dizer que nossas mentes não envelhecem, que nossos corpos se amoldam às circunstâncias da vida. Mas acontece que fui surpreendido com o passar do tempo, e já nem sei se eu a quis um dia. Hoje olho na velhice dos outros e noto que também caminho com certa dificuldade. Meus gestos já não obedecem ao meu comando, abracei o cansaço de vez e talvez nem me reconheça mais. Nesses dias em que penso em você, colho imagens distorcidas, mesmo na vã recordação do que fomos outrora. Por que não vejo mais as estrelas errantes, distantes que estão dos meus olhos cansados?



Luiz Maia
http://br.geocities.com/escritorluizmaia/

A noite do meu bem

Deixo, aqui, dois vídeos. O primeiro com a música "Noite do meu bem" - Dolores Duran - cantada por Jesse. O segundo, uma homenagem à Dolores, que, por ter assistido no You Tube, não podería deixar de colocar aqui. Embora longo, podemos assistir vários artistas a cantarem, não somente esta música, mas outras mais. Entre eles, Roberto Carlos, Maysa, Tom Jobim, Nelson Gonçalves, Claudia Teles, Emílio Santiago, entre outros. E, nos permitindo ir até o final, veremos muitas maravilhas, que nos vão sendo narradas. Belíssima homenagem. Video raridade.
Para vocês:


Jesse: A noite do meu bem





Uma homenagem à Dolores Duran:




by Miriam. Uma visão do passado.

sábado, outubro 27, 2007

Paul Simon and Art Garfunkel

Ao ouvir a música que me lembrou estes dois GRANDES cantores, da minha juventude, no Blog da MJ - Além do Horizonte - eu parti a procurar a música em sua versão original. E qual não foi a minha surpresa ao encontrar três pérolas.... magníficas, puras, únicas... que aqui deixo para deleitar aos visitantes.

Esta me arrepiou...



E.... e esta?



... e uma original... lindinha... parece nós mesmas cantando em jovens, né Tânia? Com meus Parabéns ao Danilo pelo aniversário.



Um beijo com sabor de saudade!
Miriam

quinta-feira, outubro 25, 2007

Olhos e coração

Não vejo com os meus olhos

as escadas que tenho de descer;

Mas com o meu coração

as escadas que tenho de subir conseguirei ver…

Não vejo com os meus olhos a pomba a voar;

Mas vejo com o meu coração

quantas estrelas tem o luar

Com os meus olhos tudo parece anoitecer;

mas com o meu coração

tudo tem de amanhecer!

Com os meus olhos

não consigo as letras de um texto ver;

Mas não há texto, nem poema nenhum que ensine,

ao meu coração que para ver basta crer ou querer!




Sandra 1994

este texto foi escrito numa tarde um pouco triste, mas com restias de esperança...

(era eu uma adolescente)

sexta-feira, outubro 19, 2007

Day Dream



Recebi do escritor Luiz Maia a sua "Conversa de fim-de-semana" o qual se referia a esta música. Com o endereço do vídeo, ao assisti-la, resolvi aqui colocar para a apreciação de todos. Lembra-me a minha mocidade.
Não é uma música que eu possa dizer que me traga grandes recordações. Mas me remete aos meus 14 e/ou 15 anos... seria isto???
Época do primeiro namorado.
Grandes sonhos...
Nesta idade somos capazes de mudar o mundo todo.
... pelo menos pensamos assim...
E, ao olharmos para trás, o que vemos? E ao olharmos o hoje... o que encontramos?

by Miriam, recordando o passado

quarta-feira, setembro 19, 2007

Divagando sobre meu amor!



Nada me deixaria mais feliz do que poder estar com a pessoa que eu amo... nada me faria vibrar mais, do que sentir seu rosto junto ao meu, sorrindo por coisas infantis, ditas impensadamente... Nunca poderia esquecer de um momento em que correria por entre as árvores e, afinal, cansada, estirar-me-ia à beira de um córrego, para ser deliciosamente envolvida em um abraço...
Fecharia meus olhos e , sem querer abrí-los, sentiria uma gota de água escorrer pelo meu peito, formando o caminho da paixão... deixaria meu coração tomar a direção desta viagem e entregar-me-ía ao sabor do desejo realizado.
Nada me faria mais feliz do que poder fazer feliz... nunca ousaria mais, do que estaria ousando com ele... nunca amaria mais, do que o estaria amando...dançaria com a brisa, deslizaria com a água, balançaria com as árvores, numa sintonia perfeita entre natureza, amor , desejo e paixão.
E, nesta incansável e ininterrupta experiência, perceberia que a vida é mais do que sonhamos, é mais do que queremos realizar... a vida é o que sentimos.

by Miriam, colocando um texto escrito já há alguns anos.

terça-feira, setembro 04, 2007

Vírus

Olá!
Meu Blog estava com vírus e fui obrigada a trocar o modelo para deletá-lo. Agradeço a compreensão.
Que lástima. O layout era tão lindo.
Deus os abençoe.
Miriam

terça-feira, agosto 28, 2007

Eu sei - Sara Tavares


Eu sei...

Se eu voar, sem saber onde vou...

Se eu andar, sem saber quem sou...

se eu falar, e a voz soar com a manhã

Eu sei...

Se eu beber dessa luz que apaga a noite em mim,

E se um dia eu disser que já não quero estar aqui,

Só Deus sabe o que virá,Só Deus sabe o que será,

Não há outro que conhece tudo o que acontece em mim!

Se a tristeza é mais profunda que a dor...

Se este dia já não tem sabor...

E no pensar que tudo isto já pensei...

Eu sei...

Se eu beber dessa luz que apaga a noite em mim,

E se um dia eu disser que já não quero estar aqui,

na incerteza de saber o que fazer,

o que querer,

Mesmo sem nunca pensar, que um dia vais pensar...

Não há outro que conhece tudo o que acontece em mim...!

by Sara Tavares

sábado, agosto 04, 2007

Há muito tempo descobri que dentro de mim vivia um outro ser. E que este ser se assemelhava muito ao Peter Pan das histórias infantis. Para quem não lembra (o que é uma lástima), Peter Pan é aquele garotinho que usa uma roupa verde, que lembra a vestimenta de um bailarino clássico. Com uma faquinha na cintura e um chapéu que nunca identifiquei a origem. Pois bem, Peter é um menino que nunca quis crescer.

Em homenagem a ele, passei a chamar a outra pessoa com a qual divido este corpo, de Mary Pan. E a Mary que vive em mim, tal qual o personagem da história, nunca cresceu.

Tenho que confessar que por um certo tempo, achei que isto fosse caso para psicanalista; o que me fez conviver com Mary numa relação “secretíssima”.

Tínhamos, eu e ela, uma convivência conflitante, na qual, na maioria das vezes eu precisava frear os impulsos aventureiros a que ela me impelia. Passei por muitas situações embaraçosas, por sua causa. Da vontade de gargalhar nos momentos mais sérios; de sair correndo na rua sem ter porque; ou me lambuzar num pirulito enquanto fazia compras no supermercado.

Consegui segurar a minha Mary Pan, com competência, a ponto de sufocá-la em meu íntimo e assassiná-la por repressão.Passei então a viver uma vida de gente grande, sem lapsos de loucura.

Por um bom tempo, Mary Pan ficou esquecida dentro de mim, para que eu pudesse ser uma universitária promissora; uma esposa exemplar; uma mãe responsável; uma profissional séria. E tudo ia bem, neste ritmo em que os seres normais, nem um pouco bipolares, deveriam viver.

Até que percebi que, não só eu tinha assassinado Mary Pan, como tinha assinado a minha sentença de morte. Sim, porque ao enterrar o meu pólo infantil, nada me restara a não ser envelhecer dia após dia, até o fim. –MARY PAN, CADÊ VOCÊ?

Tratei de resgatar minha alma caçula e passei a mimá-la desenfreadamente, para que ela conseguisse trazer de volta toda a vivacidade que perdi, ao abandoná-la.

Hoje eu e Mary vivemos em harmonia. Em momentos, os seus lampejos infantis se sobressaem à minha sobriedade; noutros a minha maturidade aquieta suas atitudes tempestivas. Com isso, minha pele ganhou viço, meus olhos, brilho; meu corpo, agilidade; minha mente, sonhos; minha alma, felicidade; meu coração, paixão.

Com Mary Pan mais viva do que nunca dentro de mim, comecei a perceber que, se não todas, a maioria das pessoas guarda uma criança dentro de si.O que foi um alívio! Não só me livrou de um laudo de loucura, como me levou a descobrir muitos coleginhas de Mary Pan por este mundo.

Não sei o nome da sua criança, mas sei que existe uma em você. Perceba:

Quantas vezes você quis largar o serviço no meio do expediente para caminhar na praia ou não fazer nada? Quantas vezes você teve vontade de virar para o lado quando o relógio despertou, e dormir até não ter mais sono?Quantas vezes você teve vontade de sair andando sem rumo, juntando as pedrinhas diferentes no chão?Quantas vezes você teve vontade de dançar na fila do banco? Cantar no meio de uma reunião? Mostrar a língua pra quem o xingou? Chorar quando se machucou? Pedir colo quando desanimou? Lançar um olhar diferente para alguém que chamou sua atenção? E trocar o telefone com ele, sem dar, nem pedir explicação?

Quantas vezes você ficou olhando para o fogo até os seus olhos arderem? Para lua, procurando ver o dragão de São Jorge? Para o mar, imaginando onde ele vai acabar? Para sol saindo de dentro do mar, sem sequer se molhar?

Não sei o nome da sua criança, mas sei que existe uma em você.Deixe-a aflorar, e ame-a. Amando-a, a manterá viva. Mantendo-a viva, viverá mais. Vivendo mais, terá tempo de descobrir que a felicidade está dentro de você. Dê a ela o nome que quiser. A minha, se chama Mary Pan.

Mary Pan- Crônica Jornaleco Cultural - Léia Batista

by Miriam. Publicando, no Blog onde Léia é uma das convidadas, a sua crônica.

sábado, julho 14, 2007

Vamos rir um pouco?

Inexperiência

Um marinheiro e um pirata se encontram em um bar e começam a contar suas aventuras nos mares. O marinheiro nota que o pirata tem uma perna de pau, um gancho e um tapa-olho. Curioso, pergunta:
- Por que você tem essa perna de pau?
O pirata explica:
- Nós estávamos em uma tormenta no mar. Uma onda enorme veio por cima do navio e me jogou no mar. Eu caí no meio de um monte de tubarões! Lutei contra eles e consegui voltar para o navio, mas um tubarão conseguiu arrancar a minha perna!
- Uauuu!!!! - impressionou-se o marinheiro.
- Que história! Mas e o gancho? Foi culpa do tubarão também?
- Não, o gancho foi outra história. Nós estávamos abordando um barco inimigo e, enquanto lutávamos, fui cercado por quatro marinheiros. Consegui matar três, o quarto me cortou a mão.
- Caramba! - disse o marinheiro. Incrível!!! E o tapa-olho?
- Caiu um cocô de pombo no meu olho.
- E você perdeu o olho só por causa do cocô do pombo?!
- Bem... era meu primeiro dia com o gancho...



Eu levo ou deixo?

Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal.Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe:
- Ó bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínsico dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelía e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que vulgo denomina nada.
E o ladrão, confuso, diz:
- "Dotô, eu levo ou deixo os pato?"


Bom pescador

No hospício, sentado num banquinho, o doido segura uma vara de pescar mergulhada num balde de água. O médico passa e pergunta:
- O que você está pescando?..
- Otários, doutor...
- E já pescou algum?
- Contando com o senhor já são cinco!...


Criancices

Dois velhinhos conversam num asilo:
- Amigo, eu tenho 83 anos e estou cheio de dores e problemas. Você deve ter mais ou menos a minha idade. Como é que você se sente?
- Como um recém-nascido!
- Como um recém-nascido?!
- É... Sem cabelo, sem dentes e acho que... acabei de sujar as calças...


by Miriam, num intervalo para as risadas.
fonte: Jornal "O Lutador" - 1º - 10 de maio de 2007

quinta-feira, julho 05, 2007

*A Cobra e o Pirilampo**

(Para pensar....)


**Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um pirilampo. Ele fugia
com medo da feroz predadora, mas a cobra não desistia. Um dia, já sem forças, o pirilampo parou e disse à cobra:
- Posso fazer três perguntas?
- Podes. Não costumo abrir esse precedente, mas já que te vou comer, podes perguntar.
- Pertenço à tua cadeia alimentar?
- Não.
- Fiz-te alguma coisa?
- Não.
- Então porque é que me queres comer?
- PORQUE NÃO SUPORTO VER-TE BRILHAR!!!
**
**E é assim .... *


*Diariamente, tropeçamos em cobras! ** **

Texto recebido por e-mail. Como é interessantíssimo, deixo-o aqui. Deu-me vontade. Quantas e quantas vezes, somos perseguidos por cobras?... O que importa é que a vitória é sempre nossa, dos Pirilampos. Porque somos vencedores no Nome dAquele que nos amou e Se entregou por nós.

quarta-feira, julho 04, 2007

Desculpem-me a ausência


Hoje me dei um tempo.. pouco. Uns 15 a 20 minutos de descanso, para poder entrar aqui e falar com meus amigos , que tão gentilmente me visitam e deixam comentários.
Nestas últimas semanas meu trabalho aumentou - com a graça de Deus - e estou completamente sem tempo para visitar os Blogs e retribuir as palavras tão amáveis que me deixam.
É do conhecimento de todos o tempo que gastamos quando pulamos de janela em janela, de Blog em Blog, a ler maravilhas (porque em todos que eu visito só vejo posts magníficos). Gostamos. Paramos. Analisamos. Relemos... Nos colocamos em concentração e fazemos uma análise do que lemos. Esta análise se baseia em imagens, palavras... silêncio... espaços em branco... espaços preenchidos. Só assim conseguimos fazer um comentário que seja adequado ao post que estamos lendo no momento. E, sim, isto leva tempo.
Um minuto que deixo de trabalhar estou perdendo dinheiro. Não posso me dar o prazer de viajar com vocês. E jamais murmuraría contra isto. Porque trabalho é uma benção de Deus.
Peço, então, que vocês me entendam. Entendam que eu não os visito, mas estou com saudades. Não comento, mas as palavras que digo para todos estão borbulhando, querendo sair e se postar nos comentários dos posts feitos a cada dia. Não viajo pelas janelas, mas meus olhos sonham em estar em cada cantinho onde eu os encontro. Porque a saudade é imensa.
Prometo que assim que puder estarei com vocês. Deixando minha amizade, meu amor, meu carinho. Porque é assim que me sinto em relação a todos.
Deus os abençoe.
Beijos
Miriam

by Miriam, num intervalo. Saudades.

domingo, junho 10, 2007

Esperança


Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano

Vive uma louca chamada Esperança

E ela pensa que quando todas as sirenas

Todas as buzinas

Todos os reco-recos tocarem

Atira-se
E— ó delicioso vôo!

Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,

Outra vez criança...

E em torno dela indagará o povo:— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?

E ela lhes dirá

(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)

Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:

— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...


Mário Quintana

Texto extraído do livro "Nova Antologia Poética", Editora Globo - São Paulo, 1998, pág. 118

quarta-feira, maio 30, 2007

Flores do Meu Jardim




Quando a terra ainda tenra,
com sustância adequada
pra germinar as boas sementes
que a vida me ofertava,
fiz do meu peito um jardim
para viver de amenidades.

Plantei rosas vermelhas
que com juras de amor ganhei.
Margaridas? muitas semeei.
Hortênsias cor de anil
salpicadas com Miosótis
eu plantava no mês de abril.


Flor do campo de cores mil,
por todos os cantos espalhei.
Ao redor dos lírios brancos
Sempre-viva esparramei,
são flores que não murcham
nem ao menos perdem a cor.

Eram flores das mais belas
que ornavam meu jardim.
Houve um tempo ditoso,
de todos, o mais precioso,
solo adubado por carinhos,
regado a chuva de beijos,
sem plantar nem semear
só brotavam Amor-perfeito.

A primavera parecia eterna,
as flores deste jardim
viviam a sorrir pra mim.
Os outonos foram chegando ,
tão rápido que nem percebi;
com a carência do adubo
com a falta daquelas chuvas,
sem plantar, nem semear...
Neste peito, agora, só brotam
Saudades e mais Saudades.

(DeiseBotti 27/05/2007)

Recebi esta poesia, hoje, da minha querida amiga Deise. Não poderia deixar de colocar aqui, neste meu cantinho. Que linda poesia, amiga. Que profundidade tamanha! Obrigada por me permitir colocá-la no Blog. Beijinhos.

by Miriam numa homenagem à Deise.

sábado, maio 19, 2007

Um amigo me enviou!... e gostei muito!

Um amigo me enviou!... e gostei muito! Portanto, aqui deixo o texto do Dantas.

Encontrei um poema com apenas dois versos que diz assim:

"Pior do que uma voz que cala
- É um silêncio que fala"

Simples. Rápido. E quanta força.
Imediatamente me veio a cabeça situações em que o silêncio me disse verdades terríveis, pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.

Um telefone mudo. Um e-mail que não chega.
Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.
Silêncios que falam sobre desinteresse, esquecimento, recusas.
Quantas coisas são ditas na quietude, depois de uma discussão.

O perdão não vem, nem um beijo, nem uma gargalhada para acabar com o clima de tensão. Só ele permanece imutável, o silêncio a ante-sala do fim.

É mil vezes preferível uma voz que diga coisas que a gente não quer ouvir, pois ao menos as palavras que são ditas indicam uma tentativa de entendimento.
Cordas vocais em funcionamentos articulam argumentos expõem suas queixas, jogam limpo.
Já o silêncio arquiteta planos que não são compartilhados.

Quando nada é dito, nada fica combinado.
Quantas vezes, numa discussão histérica, ouvimos um dos dois gritar:

"Diz alguma coisa! Diz que não me ama mais, mas não fica aí parado me olhando..."

É o silêncio de um, mandando más notícias para o desespero do outro.

É claro que há muitas situações em que o silêncio é bem-vindo.
Para um cara que trabalha com uma britadeira na rua, o silêncio é um bálsamo.
Para a professora de uma creche, o silêncio é um presente.

Para os seguranças dos shows do Sepultura, o silêncio é uma megasena.

Mesmo no amor, quando a relação é sólida e madura o silêncio a dois não incomoda, pois é o silêncio da paz.

O único silêncio que perturba é aquele que fala.

E fala alto!!!!

É quando ninguém bate a nossa porta, não há recados na secretária eletrônica e mesmo assim você entende a mensagem".

Um Lindo fim de semana a todos!
Fernando Dantas

Grata, Dantas, pelo excelente texto. Um bom final de semana para ti, também.
Beijos
Miriam

quinta-feira, maio 17, 2007

Prudência- forma de defesa.

Costumo dizer para mim mesma que, caso teime em escrever - quando me dá aquela vontade louca para tal - não sairá nada que preste...
Neste instante estava a pensar isto. Porque tive impulso de vir aqui e escrever... escrever... sem ter nada para dizer... ou tendo!
Parece-me que tenho um vazio no peito, que me força a buscar palavras para decifrar, ou para colocar para fora algo que nem mesmo eu sei o que é... "Ansiedade" - ou aquilo que sei bem o que é e não sei como colocar!
Pois agora estou aqui.. escrevendo... batendo com a ponta dos dedos nas teclas do PC. Tentando desviar a atenção para dentro de mim...? Ou desviar a atenção de dentro de mim...?
Muitas vezes nos damos conta de que estamos correndo perigo... porque somos cercados por pessoas incógnitas ou falsamente nominadas, que estão apenas a nos observar. E, humildemente, mas prudentes como as serpentes, agimos para que possamos ter certeza das nossas percepções, com o fim de proteger-nos.
Talvez estas afirmações últimas não tenham nada com as iniciais... ou estão correlacionadas?
Um post de dúvidas, que fala de uma certeza. Um post que avisa que devemos ser brandos, humildes, carinhosos, amigos, confiantes, mas, em tudo, prudentes.
Existe, nestas atitudes sábias, dons. O dom da ciência, o dom do discernimento e o dom da fé. Todos eles, dados pelo Espírito Santo de Deus, para nossa segurança, para nossa defesa e para nosso crescimento.

by Miriam - prudente como a serpente.

domingo, maio 13, 2007

Uma palavra e meia...

Nada como pensarmos que dissemos tudo, quando, na realidade, muito ainda falta para ser dito.
A cada dia, as palavras vão se somando e formando várias frases... que, juntas, formam textos.... que nos remetem à conscientização de mais outro sentimento que adquirimos com a passagem do tempo.
Hoje tenho mais consciência dos fatos... de todos os fatos. Hoje sou menos matura que amanhã.
Hoje, escrevo aqui alguma coisa sem importãncia, talvez... mas que, somada com todas, ou com a que virá, será de uma profundidade impar.
Hoje sou eu... amanhã também serei. Mas, sem dúvida, não terei sossêgo, enquanto não escrever.. enquanto não criar.
A escrita... é a minha alma que se esparrama pelas folhas. Letra a letra... frase a frase. Dia a dia... no universo da vida.


by Miriam

sábado, maio 05, 2007

Obrigada, Carlos!

Hoje estamos inaugurando a nova carinha do Tratos e Poesias.
Agradeço ao Carlos, que me enviou este template, de sua escolha. Foi um pedido meu.
Carlos. Deixo, aqui, registrado o meu agradecimento e o das meninas que partilham comigo este cantinho.
Beijos, amigo.
Deus te abençoe!
E vocês? Gostaram?

by Miriam, numa nova fase do nosso Blog

quinta-feira, maio 03, 2007

Uma linda música!




Li este comentário no Post da Dani. Amei de paixão, tanto a música, como a tradução.
Agradeço, soul&body , pela oportunidade de conhecer a música e a letra. Linda. Magnífica.
"Uma grande música".

The Moment You Believe

(Tradução)
lyrics

É hora de enfrentar o que você está escondendo
Não tem que fazer isto sozinho
Juntos nós somos fortes
Não precisamos de ninguém
Não importa o que eles dizem
A hora chegou

Eu estou pronto agora para um novo começo
Com todas as nossas esperanças e todos os nossos sonhos
E eu sei que as estrelas vão brilhar para mim e para você....
A partir do momento em que você acredita

Eu sei que eles acham que não sou bom o bastante para você
Mas nós sabemos que eles estão errados
Juntos podemos lutar
Mostre à todos que estamos certos
Eu não me importo com o que eles dizem
Nossa hora chegou

Eu estou pronto agora para um novo começo
Com todas as nossas esperanças e todos os nossos sonhos
E eu sei que as estrelas vão brilhar para mim e para você....
A partir do momento em que você acredita

Quando você acredita, não há nada que você não possa superar
Quando você acredita, a terra brilha mais do que o sol

Eu acredito...
(Quando você acredita, não há nada que você não possa superar)
( Eu acredito)

Eu estou pronto agora para um novo começo
Com todas as nossas esperanças e todos os nossos sonhos
E eu
E eu sei que as estrelas vão brilhar para mim e para você
A partir do momento em que você acredita
A partir do momento em que você acredita

by Miriam , cansadíssima, mas enlevada por ouvir esta música linda!

Um prêmio

Recebemos esta condecoração do Blog da Rosa Maria "À flor da Pele"
Obrigada, Rosa. Agradeço em nome de todas as participantes do Blog.
Tenho que nomear cinco Blogs que me fazem pensar. E sei que muitos me fazem. Também, muitos deles já receberam esta condecoração. Então, pensando em fazer um mimo para meus amigos blogueiros, vou colocar, abaixo, meus escolhidos.

Eu, os meus pensamentos, os meus desabafos...
Llindas coisas leio neste canto! Pensamentos e sentimentos parecidos com os meus.

O desabrochar de uma simples flor
Aqui encontro minha irmã de fé. Belos Posts. Fazem-nos refletir.

red grine & blue
Aqui vejo grande talento e um coração de artista.

Momentos da Vida
O Blog de um amigo querido e especial.

Maresia de Mel
Uma grande pessoa que escreve belas poesias. Mas, além de tudo, um dom invejável para a arte de fotografar.

E aí estão meus Blogs indicados.
Espero que gostem de visitá-los.
Deus os abençoe, abundantemente.
Miriam

sábado, abril 28, 2007


A chuva a bater nas janelas, o olhar parado! Nao olhava a chuva, mas sim o horizonte; o que estava para além do Infinito! Deixa-se flutuar, deixa-se levar, parece que já nao esta em si!A inconstante forma de viver, os enigmas que enfrenta, umas vezes dão-lhe força, outras a deixam débil. Respira fundo, como se o ar que inspirava fosse a fonte de toda a sua força! E inspirava... Deixou-se assim ficar por largos tempos- De repente foi como se acordasse de um breve sono!Ali era o seu quarto, o seu mundo... Grita para dentro de si! "Acorda! a vida corre la fora!" A Realidade!... Toda a paz que sentiu, no momento em que vagueava, agora desmoronava-se ... Tudo estava na mesma! As dores que sentia, o aperto no peito, a amrgura...a pouca esperança! Mas, aquele momento que viajou para lá da chuva, para lá das quatro paredes, para la do seu mundo... o que lhe trouxe? Nada?! Mentira! Sentiu paz dentro de si, e cada vez que isso acontecer, vai dar-lhe inconscientemente força e esperança, nem que seja por mais um dia Porque o importante da vida é viver um dia de cada vez!!


Novembro de 2005

domingo, abril 22, 2007

Viajando pelos Blogs

Viajando pelos Blogs, cheguei a este:

Sítio da Saudade

E, lá, li a poesia mais linda que poderia ter lido na vida. Sinceramente. Eu sonho em, um dia, fazer uma poesia assim. Parabéns à Monalisa. E, embora sem a sua autorização expressa, deixo a sua poesia para vocês lerem, admirarem, se encantarem e, quem sabe?, se estimularem a criar maravilhas assim. Copio o post exatamente como lá está:

Do baú: Perguntas


Dás-me licença
De entrar na tua vida
E pendurar na parede da tua sala
A minha janela?
Posso desarrumar tudo
Tirar os sapatos
E estender-me no teu mundo ?
Espalhar nos teus minutos
Toda as dúvidas
Que trago comigo ?
Passear descalça pelo
Corredor das tuas certezas?
Desfazer a tua cama
e dormir atravessada nos teus sonhos?
Posso entrar e sair de casa
Dás-me a chave
E não me marcas horas?

Posso voar ?

Daqui onde estou presa
Para a tua vida inteira?

Obrigada, Monalisa, por nos permitir ler tão bela poesia. E peço-te que continues... para que possamos admirar tuas criações.

by Miriam

domingo, abril 15, 2007

Quando encontro a fraqueza

Quando encontro a fraqueza, quero que se torne forte. Quando encontro a tristeza, quero que se torne alegre. Quando encontro a agressão, quero que se torne amor.
Tenho encontrado tudo isto nas pessoas. E fico pensando que sería tão fácil vencerem seu estado negativo. Mas não querem. Preferem a ausência, a omissão, o esconderijo... e não a presença, a luta, a garra.
Choro... seguidamente. Quem não o faz?
Sinto-me triste... quem não se sente?
Sou agredida... quem não o é?
Busco o amor... quem não o busca?
Mas não consigo entender o porquê deixam de perceber que, se sentimos assim, é porque existe o outro lado:
Dou risadas... quem não o dá?
Sinto-me alegre... quem não se sente?
Sou acarinhada... quem não o é?
Encontro o amor... quem não o encontra?
Se não encontrássemos este lado positivo, não saberíamos que ele existe. E se o encontramos, devemos lutar para buscá-lo e mantê-lo.
Não aceito a derrota... de ninguém. Aceito uma luta demorada... uma luta na qual, muitas vezes, pensamos que perdemos a força. Mas não aceito o "dar às costas à batalha, para não ter que lutar".
Deixo esta mensagem para uma pessoa muito especial que, embora eu saiba que tem muito a me falar, que tem muito a esclarecer, ainda é deveras especial para mim. E que, por se sentir agredido, deixou de lutar, deixou de ser, deixou de escrever. Para ti, amigo querido... que ainda espero poder ajudar.

by Miriam

sexta-feira, abril 06, 2007

quarta-feira, abril 04, 2007


Tenho uma caixinha de música

a embalar os meus pensamentos!

Tenho um barquinho de papel

para navegar no pequeno lago das minhas lagrimas!

Tenho pensamentos a deslizaram no coração

que tocam, como se fossem música!

Tenho lágrimas de alegria e tristeza,

onde um barquinho de papel se pode perder!

E no meio de uma metáfora esquecida...

vou brincando com a vida!



Sandra Abril de 2006
Obrigada Amiga, por me deixares fazer parte desta " tua casa"!!!

Companhia Nova no Tratos e Poesias

Oi!
Hoje estou aqui para apresentar a nova participante do Blog. Sandra Daniela.
Conhecemo-nos pelo mundo dos Blogs. E, a partir daí, solidificamos nossa amizade. Grande pessoa. Excelente escritora. Vamos deixá-la criar por aqui, tudo o que vier à sua mente.
Tenho certeza de que gostarão. E apreciarão seus posts.
Com vocês, Sandra Daniela.

terça-feira, março 27, 2007

Sem nexo

A noite vai avançada...
Minha cabeça não coordena mais os pensamentos.
A dor no peito se faz presente
num reflexo vivo dos meus sentimentos.
Ah saudade que me mata e me engole
pouco a pouco...
A vida vai, de mansinho
se mostrando vulgar e incapaz
de me responder com amor.
O amor que eu dedico
e que não sinto me tocar.
A noite vai avançada.
E tenho vontade de fugir.
Sumir por aí... a dar risadas falsas
e dizer palavras sem nexo.
A noite vai avançada...
E eu me vou sozinha...
pelos caminhos do luar.
O tempo passa... e eu sem te ver.
Os anos passam ... e eu a sofrer.
A noite vai avançada...
e o amor se escondeu.
A vida vai avançada...
e quem sofreu, fui eu.

by Miriam. Mas, realmente... que coisinha mais sem fundamento e estranha, esta minha poesia. Não gostei nada, nada. Embora minha tristeza tenha me levado a escrevê-la. Mas que achei esquisita e sem nexo, conforme a palavra que ali deixei, ah isto achei. Pois... quem sabe, como não posso sair para a rua a dizer palavras sem nexo, eu as deixo gravadas aqui?...rsrsrsrs

quinta-feira, março 22, 2007

*** Quero ***

Quero poder dizer olá, sem constrangimento.
Quero poder estar ao lado de alguém, por merecimento.
Quero, ah se quero, viajar pelos ventos do amor
Iluminando a cada estação por onde passar...

Quero ao lado do grande amor que virá
sentar-me e dizer: "Que bom que estás aqui!"

Quero ouvir um "Bom Dia!",
- "Passei para te desejar bons acontecimentos!"
... e meu dia virar um dia lindo, com pétalas
derramadas em meu caminho.

Quero ter aquele que me olha e sorri,
por bobagens que faço, sem me dar conta..
Quero ouvir que estou errada, quando estiver...
E que me indique alguns caminhos a escolher.
Quero viver "ao lado de" e não só.

Quero... como quero!...
Olhar nos olhos,
tocar nos lábios,
sentir o calor do corpo
que também se aquece
com a proximidade do meu.

Quero sentir ...
Quero amar...
Quero viver o grande amor,
antes de me ir,
antes de ter cumprido
a minha missão.


E, para embalar esta poesia, meio sem gracinha, dois vídeos... um atual e outro antigo. Só para comparações. Estou colocando aqui, porque nos dá vontade de dançar coladinhos... ou não?
Beijos a todos e até outra hora.

by Miriam, num arroubo de poetiza...rsrsrsrs... mas frajuta que só!




Eu Sei Que Vou Te Amar: Encante-se...

Eu Sei Que Vou Te Amar: Encante-se...

Encantei-me com este Post. Aconselho a leitura... e a meditação.

domingo, março 18, 2007

The Bee Gees

Estive procurando... o que vou fazer. Como sou literalmente "apaixonada" por eles, estive procurando... e encontrei esta música. "Tragedy".
Lembro-me que, nesta época, todo final de semana eu e minhas amigas íamos para a Boate.
Como me lembro... e, esta música era especial para mim. Eu gostava tanto, que sabia cada espaço rítmico, cada batida... e, então, dançava como ninguém...
Sempre fui excelente bailarina (e creio que ainda sou, embora o tempo diminua a capacidade motora) . Na minha infância fiz Ballet. E, como desde 3 anos toco piano e me dedicava à música, meu rítmo é ótimo.
Pois.... embalada pela voz dos "Bee Gees", deliciava-me a dançar... (embora aqui, eu perceba a qualidade de som como péssima... parece-me que está com um ritmo mais acelerado e a voz mais fininha.. o que acham?).
Saudade... saudade deles... das músicas... do tempo que se foi...
Mas não uma saudade triste... apenas saudade. Até uma saudade alegre... afinal, fui jovem, me diverti muito. Dancei, amei, cantei, me alegrei. A vida é isto.


sábado, março 17, 2007

Mais uma música linda!

Mais uma vez meu filho e um amigo me chamaram para perguntar sobre esta música. Como eu não ando procurando músicas na net, nem tenho tempo, aproveitei e coloco aqui. Esta música lembra-me tanta coisa boa!!!!! Meu Deus!!!
Não sou presa ao passado... Detesto fotografias do meu passado. Não gosto de ver. As fotografias que gosto são só as fotos de paisagens ou sem especificação de tempo ou pessoas. Mesmo as fotos de quem quero bem, que remontam há muitos anos, me deixam melancólica. E não faço questão de vê-las. Prefiro ter lembranças mentais, apenas.
Mudando de assunto, meu Inglês é "nada" (quando eu era jovem era "muito". Sabia todas as letras, com sua devida tradução.... que eram feitas por mim. Era ótima em conversação, também. Mas a falta da prática me levou ao que hj estou... nula em Inglês). Baseada neste fato, se um internauta, visitante deste abençoado Blog, souber a tradução e a letra, agradeceria se me presenteasse.



by Miriam, por enquanto sem vontade de escrever.

segunda-feira, março 12, 2007

Uma musica dos anos 70

Meu filho me chamou para mostrar esta música abaixo. E eu fiquei encantada com a recordação do passado. Mas mais ainda com a constatação de que os jovens ainda sabem o que é bom. Independente da forma como se manifestam a este respeito.
Deixo para vocês a cópia fiel do que lá está escrito:

Passinhos ridículos, cabelos ridículos, roupas ridículas e uma canção espetacular. Esse vídeo do Manhattans já deveria ter passado por aqui há muito tempo. Um clássico regravado por Barry White e UB40: Kiss And Say Goodbye. Uma música de letra triste, mas com uma sonoridade única, quase um estimulante sexual para as mulheres.

Devia ser mais fácil fazer sexo naquela época. É por isso que o vídeo é mais um da série "coisas que me fazem ter vontade de ter vivido os anos 70."


fonte: www.jacarebanguela.com.br

posted by Miriam, lembrando a mocidade.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Vamos rir um pouco?

Crônica publicada no Diário Popular - dia 15 de fevereiro de 2007. Página 24. LITERÁRIA
De autoria de Roberto G. dos Anjos.
Ri muito lendo esta crônica. Mas ri tanto, que não pude reler para meu filho. Quando chegava na parte engraçada, me punha a rir e as lágrimas não permitiam que eu enxergasse as letras. Deixo aos caros internautas blogueiros a missão de ler e, se conseguirem..., não rir da pequena história.

O exterminador do presente

Essa é do tempo em que eu exercia a funçao de caixa executivo do Banco do Brasil. Embora tivéssemos uma carga de trabalho muito grande, havia mais contato com o público, o que tornava a relação banco-cliente mais humana do que hoje, quando a máquina domina os espaços de atendimento, obrigando-nos, muitas vezes, a falar sozinho, ao reclamar das mensagens de recusa que ela emite.
Numa tarde, logo após o meio-dia, o público era pequeno. Estávamos somente dois caixas: eu e o Neomar César. Chegou um cliente e entregou-me títulos e guias de impostos para pagar. Enquanto eu os processava, ele começou a nos contar o que acabara de acontecer com uma vizinha.
Ela contratara dois rapazes para pintar a sua casa. Os trabalhos já transcorriam há alguns dias, com a normalidade do "raspa, lixa, pinta, limpa".
Naquele meio-dia, feita a habitual interrupção para o almoço, passado o soninho restaurador, a hora do reinício se aproximava.
Em conversa com um dos pintores (aquela história sobre onde nascera, se tinha estudo, se era casado...) ela contou que sua casa vivia infestada por baratas. Nenhum tipo de baraticidas era capaz de eliminá-las: fórmulas caseiras, produtos industrializados, nada resolvia. Parecia que elas brotavam do chão!
O rapaz explicou-lhe que realmente elas brotavam do chão, já que saiam do esgoto, tanto da própria casa quanto da rua, mas garantiu que ele sabia como solucionar o problema. Pediu-lhe dinheiro para comprar um litro de gasolina.
"Agora, é só despejar um pouco em cada ponto da rede e tacar fogo. Num instante não restará sequer uma delas viva", falara, com entusiasmo.
Dito e feito. Combustível derramado, fósforo aceso e foi um estrondo só! As que não morreram de calor, morreram de susto.
Enquanto isto, outro pintor, despreocupado, estava no banheiro, dando aquela leitura básica no Diário. De repente, sem saber o que se passava, ouviu um inexplicável e assustador ruído, ao mesmo tempo em que sentiu um vácuo a lhe puxar as entranhas.
Instintivamente, jogou o jornal para o alto e saiu do banheiro a gritar, apavorado: " Socorro, socorro, é um atentado!" Ainda estávamos muito próximos do período militar e os linguajares e temores da época eram latentes.
A proprietária da casa, aturdida e assustada, ficou pasma ao ver passar aquela bizarra figura, calça arriada, a correr e gritar em direção à porta da rua.
Mas o pior ainda não vira.
A sua calçada, ah, a sua linda calçada, toda de ladrilhos hidráulicos, perfeitamente conservada, orgulho do finado marido, se transformara num amontoado de cascotes, aterro e sujeira.
Não sei como terminou a história. Não sei quem pagou o conserto nem se os trabalhadores continuaram sua tarefa.
Afinal, quem nos contou, acabara de testemunhar o ocorrido.

by Miriam, ainda rindo muito da história. Parabéns ao autor.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Quando abri a porta...


Quando os ventos bateram em meu peito, eu desanimei. Havia aberto a porta, sem saber o que iría encontrar. E lá estava... tudo morto. Nada era belo, não existia jardins. Apenas troncos de árvores caídos pelo chão, poucas folhas secas que haviam sobrado e uma intensa poeira que feria meus olhos. A cada passo, minhas lágrimas derramavam-se como se pudessem devolver a vida ao ambiente.
Meu coração, contrito, lembrou amores, lembrou um passado tão lindo e cheio de flores. Mas nada seria como antes. Eu não conseguia entender porque aquele impulso em abrir a porta. Porque não fiquei quietinha em meu canto, sem nada fazer...
Às vezes, não caminhar é a solução. Não buscar é o alívio.
Mais ventos me derrubaram ao chão... e meu rosto, manchado pelas lágrimas e poeira, mostravam o que eu estava sentindo. Quanta dor! Eu queria, mas não conseguia sair dali. Minhas forças haviam acabado. Minha vida perdera o sentido. Minhas mãos não teriam mais jardins para cuidar. O mundo se transformara em paisagem morta. Os verdes encantos das plantas e os doces cantos dos pássaros haviam morrido.
Nada mais existía... nada. Por mais que eu tentasse, nada sobrevivera... Por mais que eu lutasse, não mais veria a beleza das flores.
Sem saber como, levantei-me, voltei-me e entrei em casa... a vida continuava... mesmo sem jardim.

Porque te foste?... Porque te foste?...

by Miriam

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Um lindo post do Willian

Vou me aventurar a colocar aqui, antes da autorização do Willian, um post que é de sua autoria. Quando passar a chuva! . O Willian é um rapazinho que conheci hoje. Com muita delicadeza e paciência, cumpriu uma tarefa nada agradável em seu trabalho. E, enquanto eu esperava para vê-la cumprida, haja vista que era eu que pedia tal tarefa, em meio a conversas, falamos em Blogs. E lá passei. Foi uma surpresa. Uma capacidade imensa e um dom invejável para a escrita. O que me dá esperança na juventude. Embora tanto "tenham feito" para desvalorizar o estudo, nada apaga o dom que é nato. E a juventude brasileira luta para manter o seu lugar.
Parabéns, Wiliian. E digo-te, mais uma vez: Este post é magnífico.
Aqui deixo para os caros internautas se deleitarem... até porque complementa o post anterior, da minha querida amiga Léia.
Então vamos ao

"Quando passar a chuva" :

"O tempo vai melhorar.
O tempo sempre melhora...
Por entre as nuvens sempre surge, ainda que pequeno, um persistente raio solar...
Sempre há um sol por aparecer...
A chuva vai passar...
ela sempre passa... mais cedo ou mais tarde...
seja com vendavais ou trovoadas...
...seja calma, por fim... ela passa.
E...
quando ela se for...
levará esse temporal de mim.
As gotas de chuva forte que machucavam os ombros...
transformar-se-ão em orvalho que acariciará o rosto...
e... a chuva que molhava o corpo...
fertilizará a alma".

(Willian)


by Miriam, encantada com a profundidade da poesia...

terça-feira, janeiro 16, 2007

Na sala de espera.


Sempre gostei dos dias nublados. Porém nunca havia parado para pensar o porquê da sensação de bem-estar e tranqüilidade que eles me causavam, simplesmente me sentia feliz.
Entretanto, com o tempo passamos a buscar razões para todas as emoções e foi num momento deste que, me perdi em devaneio com um dia nebuloso. E percebi que, a diferença de um dia sem sol ou sem chuva, não é o que ele “é”, e sim o que ele “não é”. Raciocine comigo.

Um dia ensolarado nos chama para rua, para a atividade. O sol em si desencadeia um processo de ebulição da adrenalina e nos faz literalmente ferver. Se for verão, ele nos obriga a ir a praia, tomar banho de mar, beber caipira, tomar sorvete, ouvir música, dançar. Mesmo que lá no fundo, no âmago das nossas vontades, desejemos mesmo é nos estirar na rede e ler um bom livro. O sol vibra em sua energia e nos hipnotiza em seu poder. Uma loucura!

A chuva é a antítese do sol. Num dia de chuva toda a nossa energia é derramada gota a gota até se perder em forma de aguaceiro. A água que cai lá fora, nos torna impotentes e servos do seu poder de nos trancafiar em casa. Aquele plano de sair na balada, correr na praia, visitar os amigos, ir às compras, constantemente são adiados em nome da desanimadora chuva. Ela possui uma energia que amorfa, desanima, angustia, Uma tristeza!

Já o dia nublado não causa nem furor e nem apatia. A energia de que ele emana é de calmaria espiritual e consensual das nossas vontades. Tenho a sensação de estar de folga, e poder escolher entre lagartear na rede, bater perna nas lojas ou trabalhar feliz. O dia nublado acalma a euforia proporcionada pelo sol e transforma a apatia causada pela chuva. Vou denomina-lo “ponto neutro”. Uma tranqüilidade!

Trazendo a influência climática para a vida prática, podemos constatar que, vivemos ora em dias ensolarados, onde estamos alegres, cheios de energia, motivação, esperança, euforia; ora chuvosos, quando estamos tristes, desanimados, desesperados, deprimidos. Sensações como estas são constantes e precisamos aprender a lidar com elas. É aí que entram os dias nublados em nossas vidas. Quando precisamos apenas silenciar, ouvir nossa alma, conversar com o nosso coração, acalmar nossas angustias, encorajar nossos medos e desenterrar nossa coragem. Com tranqüilidade.

Certa vez ouvi esta frase: “os dias nublados são a sala de espera do mundo”. Achei interessante e acho que na vida, muitas vezes necessitamos de um bom tempo na sala de espera, para não fazermos exatamente nada, apenas sentarmos aguardarmos os acontecimentos, folhearmos as páginas vividas, que já são velhas, mas precisam ser relidas, reavaliadas, renovadas e quando menos esperamos novas páginas estarão sendo escritas, sem euforia ou depressão.

Aos dias de sol ou de chuva, peço licença e o meu direito aos dias nublados, para sentar na sala de espera e folhear todas as páginas, sem pressa.

Léia Batista

terça-feira, janeiro 02, 2007

Uma resposta para "Rouxinol de Bernardim"

Olá, Rouxinol. Estou triste porque não posso te responder na tua casinha. Mas, haja vista a falta de oportunidade, aqui coloco meu pensamento em relação ao teu último post.
Comentas sobre a morte de muitas pessoas, que estavam em um barco. Não sei bem o caso. Mas, o que reclamavas, era da ausência de JESUS.
Porque usas esta onipotência, ao te referires ao nosso Deus?
Viemos à este mundo para cumprirmos uma missão. O nosso tempo não nos pertence. Sabes tu até quando viverás? Poderás ter alguma noção de como impedir a tua partida deste mundo? Podes tu conhecer o tempo no qual a missão de um semelhante foi cumprida? Conheces a quantidade de fios de cabelos em tua cabeça? Sabes quantos deles caem por dia? Caso não tenhas mais cabelos, que é uma possibilidade, saberias dizer isto quando tinhas cabelos? Claro que não.
Não temos a Ciência capaz de nos mostrar o nosso tempo.. a nossa missão. Somente Deus sabe quando está acabado. Somente Deus sabe se a missão foi cumprida (ou não) e se está na hora de irmos embora.
Sabes tu do futuro? Poderias dizer o que acontecería com estas pessoas, caso elas estivessem vivas , ainda hoje? Será que a morte e a passagem não foi melhor do que alguma desgraça maior em suas vidas?
Caro Rouxinol! Tens uma voz magnífica. Cantas divinamente bem. Um canto famoso em todos os lugares. Já pensaste em agradecer teus dons ao Deus que nos criou e que de graça "tos" deu?
A tristeza pela morte, pelo fim, é real e existe. Porque todos caminhamos para ela. Mas não queiramos fazer o papel divino de julgamento do tempo de cada um. Cada um tem o seu. Eu tenho o meu tempo, tu tens o teu. Ninguém vive eternamente, a não ser Deus. Ele tudo sabe. Nós, não.
Vamos procurar aceitar a morte como um fato e buscar o entendimento do que vem depois. Deixemos de julgar ao Deus que permitiu, ou que permite... Que cada perda sirva de sinal para nossas vidas. Que cada perda nos leve à introspecção do que estamos fazendo com o nosso tempo. Porque é um caminho pelo qual todos passaremos. E isto não podemos negar.
Permita, caro Rouxinol, comentários em tua casinha. Poderemos cantar, juntos, outras canções, outros poemas... porque uma divergência de pensamentos não significa a plenitude de divergências. E estaremos, sempre, aprendendo... cada vez mais.
Um feliz 2007 para ti e para todos que por aqui passam.

by Miriam, em resposta à Rouxinol de Bernardim